quinta-feira, 30 de junho de 2016

Messi é humano e a Argentina agradece por isso

Com Messi, a Argentina chegou a três finais consecutivas

Capaz de encantar o mundo com sua habilidade fora do comum, Lionel Messi foi chamado de extraterrestre inúmeras vezes pelos quatro cantos do planeta. Menos na Argentina.

O cidadão hermano não queria só dribles mágicos, jogadas espetaculares e lindos gols. Queria mais. Queria um jogador que demonstrasse sentimentos com a camisa albiceleste.

Retraído, Messi nunca pareceu sentir o orgulho necessário quando representava sua pátria. Os argentinos não acreditavam nessa insensibilidade do maior craque do futebol mundial. Só genialidade não lhe garantia adoração. Não ao povo que enxerga em Maradona, o seu maior expoente de gratidão à nação.

Jornais argentinos imploram pela continuidade de Messi
E por ironia do destino, foi quando o gênio da camisa 10 falhou e demonstrou ter emoções após mais uma final perdida (a terceira em três anos), é que seus conterrâneos passaram, de vez, a venerá-lo.

A Argentina não quer um extraterrestre capaz de fazer tudo com a bola nos pés. Ela quer um ser humano que vibre e que chore, um ser humano que erra, mas que defende e ama sua terra.

E é por isso que hoje, todos em seu país de origem, pedem para que Messi repense a decisão de se aposentar da seleção. O futebol ainda precisa muito de seu talento.

Felipe Reis

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Bola de Ouro Fifa: hegemonia mantida ou quebrada?

CR7, Ribéry e Ibrahimovic podem destronar Lionel Messi
Nas últimas 4 temporadas, o mundo do futebol se acostumou a ver Lionel Messi levando o prêmio máximo individual do esporte. E não foi para menos, nesse período o argentino conquistou tudo o que podia com o Barcelona, quebrou marcas e proporcionou jogadas e espetáculos que somente Pelé pode dizer que já realizou algo do tipo.

No entanto, com tantas partidas seguidas durante anos, Messi sucumbiu as lesões e seu final de temporada 2012/2013 não foi como todos previram. Os gols continuaram, mas a participação ativa nos jogos foi quebradiça. Até mesmo o banco de reservas e algumas substituições passaram a fazer parte da rotina do maior jogador da atualidade.

E 2013/2014 começou de maneira semelhante, embora o gênio da camisa 10 continue com o mesmo faro mortal de gols. O astro é o artilheiro de sua equipe na Liga Espanhola e também na UEFA Champions League, porém vem atuando menos para evitar o desgaste físico que anda prejudicando seu rendimento.

Com a queda brusca da presença de Lionel Messi nas pelejas do Barcelona, três jogadores podem se imaginar ganhando a Bola de Ouro FIFA em Janeiro de 2014, quebrando assim a hegemonia do hermano: Cristiano Ronaldo, Franck Ribéry e Zlatan Ibrahimovic.

Enquanto o gajo do Real Madrid mantém sua espetacular média de gols ao longo dos anos, o francês desfruta de ótima fase aliada ao sucesso de seu time, o Bayern de Munique, que venceu tudo o que disputou em 2012/2013. Já Ibrahimovic, goza de um momento único em sua carreira, no qual foi artilheiro e campeão de dois campeonatos nacionais diferentes nos últimos dois anos e parece estar ainda melhor na atual temporada.

A verdade é que o trono de Lionel Messi nunca foi tão ameaçado como nos dias de hoje e ainda que seja, sabidamente reconhecido como o número 1 do planeta em uma visão geral, será que ele vem sendo nesses 16 últimos meses?

O que você acha?

Desempenho dos favoritos ao prêmio de melhor jogador do mundo na visão do Blog Dominô Chutô:

Cristiano Ronaldo em 2012/2013 pelo Real Madrid: 55 jogos / 55 gols - 1 título (Supercopa da Espanha) - 1 artilharia (UEFA Champions League) 
Cristiano Ronaldo em 2013/2014 pelo Real Madrid: 12 jogos / 15 gols

Franck Ribéry em 2012/2013 pelo Bayern de Munique: 43 jogos / 11 gols - 4 títulos (Copa da Alemanha, Campeonato Alemão, Supercopa da Alemanha e UEFA Champions League)
Franck Ribéry em 2013/2014 pelo Bayern de Munique: 13 jogos / 8 gols - 1 título (Supercopa da Europa)

Zlatan Ibrahimovic em 2012/2013 pelo Paris Saint-Germain: 45 jogos / 35 gols - 1 título (Campeonato Francês) - 1 artilharia (Campeonato Francês)
Zlatan Ibrahimovic em 2013/2014 pelo Paris Saint-Germain: 13 jogos / 11 gols - 1 título (Supercopa da França)

Lionel Messi em 2012/2013 pelo Barcelona: 50 jogos / 60 gols - 1 título (Campeonato Espanhol) - 1 artilharia (Campeonato Espanhol)
Lionel Messi em 2013/2014 pelo Barcelona: 11 jogos / 12 gols - 1 título (Supercopa da Espanha)

Felipe Reis

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Corinthians: crise indica necessidade de renovação no elenco

Tite continua no cargo apesar da má fase do time
 A goleada de 4 a 0 sofrida pelo Corinthians diante da Portuguesa Desportos acendeu um sinal de alerta que estava apagado desde o começo de 2011 quando o clube passou por um dos maiores vexames de sua história ao ser eliminado na fase preliminar da Taça Libertadores pelo modesto Tolima da Colômbia.

E a situação momentânea é tão séria quanto aquela!

Muito se especula sobre uma fritura do técnico Tite por parte do elenco, uma vez que suas seguidas trocas em determinados jogos, por mais que sejam justas, podem ser mal vistas por alguns atletas. Resumidamente falando e indo direto ao ponto, Alexandre Pato vem ganhando muito e rendendo pouco. Será que seus companheiros aceitam a possibilidade de perder a posição para a contratação mais cara da instituição na temporada?

Alheio aos achismos, o fato concreto é que o time está mais velho e além disso, perdeu nomes essenciais para o andamento do futebol envolvente que conquistou o mundo há 10 meses atrás. Alguns atributos como a liderença de Chicão, a versatilidade de Jorge Henrique e, principalmente, a constância de muita qualidade de Paulinho foram trocados pela inércia de Ibson, a incapacidade de Romarinho, a má fase de Danilo e Guerrero, as seguidas contusões de Renato Augusto e a falta de gols de Pato.

O grupo é outro e, com isso, o estilo de jogo, antes rápido e eficiente, agora é lento e sem criatividade. Os seguidos maus resultados e a escassez de bola na rede comprovam tal avaliação.

É evidente que Tite não precisa ser demitido, mas o plantel necessita ser renovado. Se esse ano não dá mais para estancar as feridas, para 2014 é preciso observar a continuidade de alguns. Até mesmo daqueles considerados intocáveis.

Últimos 8 jogos do Corinthians: 5 derrotas / 3 empates - 10 gols contra / 1 a favor

Felipe Reis

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A redenção de um mito

Ronaldinho faz careta aos críticos e mostra que mitos não morrem
Quando Ronaldinho Gaúcho aterrissou em Belo Horizonte em meados de 2012 para defender o Atlético-MG vindo de uma saída conturbada de seu clube anterior, muitos críticos (inclusive este blogueiro que vos escreve) deram como encerrada (tecnicamente falando) a carreira do melhor jogador do mundo de 2004 e 2005.

No entanto, os truques de um gênio, ou mágico, - seja lá como podemos chamá-lo -  nunca são previsíveis e, contrariando inúmeras opiniões e afirmações sobre sua estadia no Galo Mineiro, Ronaldinho, mais uma vez, fez história.

É bem verdade que hoje no Atlético-MG, R10 não é mais aquele excepcional com tanta capacidade de definir uma partida com extrema maestria, porém é muito válido salientar que apenas sua presença em campo inflava o ego do grupo a tal ponto de fazê-lo acreditar que poderia ser campeão de um título de expressão.

Certamente não é apenas coincidência vermos o alvinegro de Minas Gerais conquistando a Taça Libertadores da América de forma inédita com Ronaldinho Gaúcho como um de seus protagonistas.

E assim como fez no Barcelona usando a mesma camisa 10, o astro, antes considerado em decadência, consegue revitalizar a era de uma grande instituição.

Definitivamente, é louvável encerrar uma carreira sendo o divisor de águas para dois clubes gigantes do futebol mundial. E Ronaldinho, ainda longe do término de sua trajetória, já é.

TÍTULOS DE RONALDINHO GAÚCHO:

1 Copa América (1999)
1 Copa do Mundo (2002)
1 Copa das Confederações (2005)
1 Uefa Champions League (2005/2006)
1 Taça Libertadores da América (2013)
2 Campeonatos Espanhóis (2004/2005 e 2005/2006)
1 Campeonato Gaúcho (1999) 
1 Campeonato Carioca (2011)
1 Campeonato Mineiro (2013)

Felipe Reis

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Anderson Silva: um nocaute à prepotência

Anderson Silva cai perante sua própria arrogância
A maneira como veio a derrota de Anderson Silva neste último sábado diante do americano Chris Weidman pela defesa do cinturão da categoria peso médio do UFC esfrega na cara dos brasileiros que, nem sempre, os seus heróis são perfeitos. Seja no lado profissional ou pessoal!

Muitos patriotas, cegos pela idolatria ao ex-campeão, ainda tentam enxergar o revés de Spider usando desculpas convenientes à manutenção de sua adoração pelo atleta.

Alguns falam em luta entregue por conta do dinheiro que movimenta as apostas e outros citam o peso tirado dos ombros de Anderson como se ele quisesse deixar de ser campeão para poder curtir a vida.

Afinal, isso faria do lutador um sujeito livre de críticas? Seriam até piores!

E se esquecendo disso, continua a prepotência!

É difícil aceitar que Anderson Silva foi arrogante e achou que poderia vencer a luta em qualquer momento, mas que, dessa vez encontrou um adversário preparado psicologicamente, acima da média tecnicamente e, por isso, foi derrotado de uma forma tão vergonhosa?

Pelo menos da parte do blogueiro que vos escreve isso é facilmente compreensível. Já aos ufanistas que buscam desculpas em qualquer fracasso de um ídolo conterrâneo, essa opinião chega a ser uma ofensa.

A verdade é que se o "nosso Aranha" estava cansado de defender seu título tantas vezes ou, caso tenha se vendido, que fizesse toda encenação de outra forma. Do jeito que foi, é inegável a mancha que ficará em sua carreira.

E não adiantará revanches ou superlutas para apagar essa vergonha.

Felipe Reis

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um título que nos faz exigir respeito novamente

Brasil na Copa das Confederações: título incontestável
Em um cenário digno de final de Copa do Mundo, a seleção brasileira venceu a toda poderosa Espanha e sagrou-se tetracampeã da Copa das Confederações.

Num Maracanã lotado, o Brasil, motivado por estar enfrentando o grande bicho-papão dos últimos anos, não deu chances a um adversário um tanto que desinteressado, mas também perdido com a pressão sofrida pelos jogadores brasileiros.

Não tem como negar. Foi épico!

Quando o hino nacional foi tocado e os atletas continuaram a cantar após a sua execução, já dava para sentir que o vitorioso seria o dono da casa. E com muita propriedade, foi o que aconteceu!

Junto com o quarto título da competição, veio o resgate do respeito à camisa amarela que estava perdido pelo mundo. O Brasil vinha sendo visto como franco atirador nos últimos amistosos contra grandes seleções e, principalmente nessa final diante dos espanhóis, então invictos há 29 jogos, era praticamente certo que perderia a disputa.

É necessário observar que além da motivação de ter que provar algo a sua torcida e do fator casa, houveram outros pontos embutidos que podem ser relacionados ao sucesso do Brasil dentro do torneio. O período que Luiz Felipe Scolari teve para trabalhar e descobrir Luiz Gustavo e Paulinho como sua dupla de volantes preferida e Fred como o centroavante ideal foi tão importante e válido quanto o futebol de alto nível que Neymar desempenhou. Se o craque não foi genial como poderia, conseguiu ser eficiente e decisivo quando precisou.

Já aos críticos assíduos de Mano Menezes, é bem justo lembrar que foi o antecessor de Felipão que descobriu Paulinho ainda no Bragantino e o levou ao Corinthians. Sem contar que foi em seu comando na seleção que Luiz Gustavo ganhou a primeira chance de vestir a camisa 5 estrelas. E não esqueçamos que o mesmo Mano levou Fred à Copa América em 2011, e devido a isso ouviu inúmeras críticas por apostar em um atacante mais centralizado.

Menções honrosas à parte, é preciso salientar que tivemos uma Espanha com seus jogadores sem férias há duas temporadas e querendo, mais do que nunca, o seu merecido descanso após algumas conquistas.

Não, isso não é um demérito ao que o Brasil realizou, mas o peso de uma Copa das Confederações não é nada comparável ao de uma Copa do Mundo. Ano que vem, a motivação dos europeus será diferente. E com certeza, o respeito pelo time canarinho também!

Felipe Reis

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Resumo da temporada européia 2012/2013

Como de costume após todo fim de temporada no Velho Continente, aqui vai o resumo sobre quem foram os campeões e artilheiros nas principais ligas do outro lado do oceano.

O Bayern de Ribery e Robben venceu tudo o que disputou no ano

Campeonato Espanhol:

Campeão: Barcelona
Vice-campeão: Real Madrid

Artilheiro: Lionel Messi - 46 gols
Vice-artilheiro: Cristiano Ronaldo - 34 gols

Campeonato Alemão:

Campeão: Bayern de Munique
Vice-campeão:Borussia Dortmund

Artilheiro: Stefan Kiebling - 25 gols
Vice-artilheiro: Robert Lewandowski - 24 gols

Campeonato Italiano: 

Campeão: Juventus
Vice-campeão: Napoli

Artilheiro: Edinson Cavani - 29 gols
Vice-artilheiro: Antonio Di Natale - 23 gols

Campeonato Francês:

Campeão: Paris Saint-Germain
Vice-campeão: Olympique Marseille

Artilheiro: Zlatan Ibrahimovic - 30 gols
Vice-artilheiro: Pierre Aubameyang - 19 gols

Campeonato Inglês:

Campeão: Manchester United
Vice-campeão: Manchester City

Artilheiro: Robin Van Persie - 26 gols
Vice-artilheiro: Luis Suárez - 23 gols

Campeonato Português:

Campeão: Porto
Vice-campeão: Benfica

Artilheiro: Jackson Martínez - 26 gols
Vice-artilheiro: Lima - 20 gols

Liga Europa:

Campeão: Chelsea
Vice-campeão: Benfica

Artilheiro: Libor Kozak - 8 gols
Vice-artilheiro: Óscar Cardozo - 7 gols / Edinson Cavani - 7 gols

Champions League:

Campeão: Bayern de Munique
Vice-campeão: Borussia Dortmund

Artilheiro: Cristiano Ronaldo - 12 gols
Vice-artilheiro: Robert Lewandowski - 10 gols

Como de costume, Lionel Messi voltou a liderar as estatísticas de gols

Artilheiros da temporada européia:

Lionel Messi: 60 gols / 50 jogos
Cristiano Ronaldo: 55 gols / 55 jogos


Felipe Reis