quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Desmistificando um mito

Ronaldo melhor do mundo por três vezes: merecido?
Desde que foi instituído pela FIFA, em 1991, o prêmio de melhor jogador do mundo já parou por oito vezes  em mãos de cinco brasileiros. Ronaldo é o maior vencedor deles com três troféus em sua galeria pessoal seguido por Ronaldinho Gaúcho com dois. Já Rivaldo, Romário e Kaká tiveram essa honra em apenas uma oportunidade.

O critério principal que o orgão vem utilizando para nomear um determinado atleta como o número 1 do futebol é avaliar como foi seu desempenho na UEFA Champions League, a mais valorizada competição continental que existe. Nada mais justo, uma vez que essa disputa engloba os melhores times da Europa e tem 10 meses de duração.

Apesar disso, o maior torneio do Velho Continente perde seu peso em ano de Copa do Mundo. Algo errado, uma vez que o Mundial é disputado dentro de míseros 30 dias e o suposto candidato ao prêmio só pode jogar no máximo 7 partidas. Muito pouco para merecer esse status.

Enfim, não escrevo esse texto para difamar Ronaldo Fenômeno, mas sempre me indago e aos outros, que se dizem fãs do ex-jogador, se hoje em dia, com essa nova forma de observação da FIFA, o eterno camisa 9 da seleção canarinho teria recebido tantas vezes o título de maior craque do planeta.

Acredito que não!

Pelos números e curiosidades abaixo, poderemos ver que todos os brasileiros já vencedores da premiação  tiveram ótimos desempenhos individuais na história da UEFA Champions League. A exceção é justamente Ronaldo.

Ronaldo "Fenômeno": 

Clubes que defendeu em UEFA Champions League: Internazionale de Milão, Real Madrid e Milan
N° de edições que participou: 7
N° de jogos: 40*
N° de gols: 14*
* Contando fase pré-grupo são 42 jogos e 16 gols.
Curiosidade: No auge de seus 22 anos e defendendo a Internazionale de Milão, Ronaldo disputou 6 jogos na UEFA Champions League da temporada 1998/1999 e teve um desempenho para se esquecer: apenas um gol e substituição em 5 ocasiões. Pelo Real Madrid, o Fenômeno entrou em campo 36 vezes e estufou as redes em 15 oportunidades. Com o time merengue, o resultado mais expressivo que Ronaldo conseguiu, foi chegar até as semi-finais na temporada 2002/2003.

Ronaldinho Gaúcho
Ronaldinho Gaúcho:

Clubes que defendeu em UEFA Champions League: Barcelona e Milan

N° de edições que participou: 6
N° de jogos: 47
N° de gols: 18
Curiosidade: Na temporada 2005-2006, Ronaldinho conduziu o Barcelona ao título da UEFA Champions League sendo o principal jogador e vice-artilheiro da competição com 7 gols.

Rivaldo: 

Rivaldo em 1999
Clubes que defendeu em UEFA Champions League: Barcelona, Milan e Olympiakos

N° de edições que participou: 9
N° de jogos: 73
N° de gols: 27 
Curiosidade: O meia-atacante foi campeão da UEFA Champions League na temporada 2002/2003 marcando dois gols durante a campanha do título. No entanto, Rivaldo era apenas um reserva de luxo e incomodado com isso, logo deixou o clube de Milão. Antes disso, na temporada 1999/2000, o brasileiro havia sido artilheiro da competição continental com 10 gols quando ainda atuava pelo Barcelona.


Kaká: melhor do mundo em 2007
Kaká: (ainda em atividade pela UEFA Champions League)

Clubes que defendeu em UEFA Champions League: Milan e Real Madrid

N° de edições que participou: 8 (contando a temporada atual)
N° de jogos: 70 (até o momento)
N° de gols: 25 (até o momento)
Curiosidade: Kaká foi o único brasileiro a conseguir ser artilheiro e campeão de uma mesma edição de Champions League. Isso ocorreu na temporada 2006/2007 quando levou o clube Rossonero ao título marcando 10 gols.

Romário:  

Romário atuando pelo Barcelona
Clubes que defendeu em UEFA Champions League: PSV Eindhoven e Barcelona
N° de edições que participou: 6
N° de jogos: 32
N° de gols: 20

Curiosidade: Romário foi artilheiro de duas edições de UEFA Champions League (1989/1990 e 1992/1993). Pelo PSV Eindhoven, o baixinho fez 15 gols em 17 jogos. Já no Barcelona, anotou 5 gols em 15 partidas disputadas, sendo também vice-campeão na temporada 1993/1994.

 Ao observar esses dados, muitos irão pelo menos pensar se Ronaldo foi muito mais um jogador de Copas do Mundo do que de clubes. Não é "pegar no pé" de um atleta que já se aposentou e sim mostrar que para ser o melhor do planeta precisa manter boas médias em competições que percorrem pelos meses de toda uma temporada. Essa é a minha política de priorizar quem é melhor ou pior dentro de campo.

Felipe Reis

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A inferioridade de nosso futebol atual

Futebol brasileiro fracassando pela segunda Copa do Mundo consecutiva
Grande parte dos torcedores brasileiros distorcem o assunto, quando ele é voltado para a dúvida sobre a qualidade do nosso campeonato. Poucos conseguem fazer a distinção entre um torneio disputado e outro altamente nivelado.

É muito bom para todos aqueles que assistem o Brasileirão, haver quatro ou cinco times concorrendo ao título até a última rodada, mas isso não indica que a competição possua um ótimo nível técnico.

Em toda discussão de bar, quando a conversa é relacionada a futebol, hora ou outra, o tema é a comparação entre o Campeonato Brasileiro e os demais pelo mundo afora.

Se tomarmos a Liga Espanhola por base, chegaremos a conclusão que Barcelona e Real Madrid realmente são soberanos em relação aos demais clubes de seu país. O que poucos admitem por aqui, é que se jogassem uma competição de pontos corridos no Brasil, dominariam de forma ainda mais avassaladora.

Vamos então a uma demonstração simples de nossa inferioridade, apontando fatos recentes e alguns jogadores que fizeram ou fazem a diferença defendendo grandes clubes dos nossos gramados, mas que no Velho Continente foram ou ainda são pouco utilizados em times, muitas vezes medianos. Os exemplos serão baseados nos últimos três anos.

- Renato vem sendo considerado um dos destaques do Campeonato Brasileiro deste ano. No entanto, o meia foi um reserva de luxo no Sevilla da Espanha na temporada 2010/2011 jogando apenas 12 partidas como titular.

 - Em 2009, Nilmar retornou à Europa como um dos principais atacantes do futebol brasileiro e era constantemente lembrado por Dunga, técnico da seleção na época. Hoje, no modesto Villareal, o atacante continua bem, mas nada que o faça ser mencionado como potencial para um grande time europeu.

Nilmar: pouco reconhecido na Europa
- Pode até ser uma simples opinião, mas um time com Miranda, Diego, Falcão Garcia e Reyes, fatalmente entraria no Campeonato Brasileiro como favorito ao título. Na Espanha, essa equipe, o Atlético de Madrid, é um mero coadjuvante e ocupa apenas a décima posição do campeonato local após 10 rodadas disputadas.

- Mesmo com modestas e rápidas passagens pelo futebol espanhol e grego respectivamente, Loco Abreu tornou-se ídolo no Brasil ao defender o Botafogo e fazer a diferença em diversos jogos do alvinegro carioca.

- Sem mercado na Europa a partir de 2009, Ronaldo retornou ao Brasil para vestir a camisa do Corinthians e com ela virou ídolo do clube com o mínimo de esforço. 

Ronaldo: ídolo com poucos gols
- No Palmeiras, Valdívia é ídolo incontestável mesmo sem jogar. Já na Espanha durante a temporada 2004/2005, o jogador era apenas mais um no Rayo Vallecano. Clube, que na época, disputava a segunda divisão do país.

- Durante sua estadia no Milan, Ronaldinho Gaúcho constantemente se enxergava no banco de reservas e já era peça descartada dentro de nossa seleção. Com o seu regresso ao futebol brasileiro em 2011, o craque logo despontou e voltou a ser o camisa 10 do Brasil nos últimos amistosos.

Ronaldinho Gaúcho: de reserva à camisa 10
- Sem espaço no Manchester City, Robinho teve que voltar ao Santos para tentar sua vaga na seleção que disputaria a Copa de 2010. A tentativa deu certo. No entanto, com a chegada do Mundial, era só questão de tempo para fracassar com a camisa "amarelinha".

- Elano é outro exemplo de insucesso na Europa e destaque por aqui. Após naufragar no Manchester City e não ir tão bem no Galatasaray, o jogador voltou ao Santos e em seu primeiro campeonato, o Paulista, foi artilheiro e campeão. De quebra, ajudou o alvinegro a ser tricampeão da Taça Libertadores da América.

-  A seleção brasileira hoje é reconhecidamente inferior a outros quatro selecionados. Espanha, Holanda, Alemanha e Uruguai são, sabidamente por todos, melhores que o Brasil no futebol atual. Algo que nunca havia acontecido anteriormente.

Conca: o negócio da China
- Se atualmente, a seleção brasileira possui muitos atletas que jogam por aqui, não é porque o nosso futebol está forte e sim pelo fato de que o mercado europeu perdeu muito interesse em nossos jogadores de frente.

- O melhor jogador do último campeonato brasileiro foi Conca. Hoje, o argentino se encontra no longínquo futebol chinês e nenhum clube europeu jamais mostrou interesse pelo meia. 

É evidente que existem outros exemplos que eu poderia citar aqui, mas faria do post algo muito extenso.  Ficam só os casos mais sintomáticos que escancaram a fraqueza momentânea de nosso futebol perante o europeu.

Felipe Reis

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ainda é cedo, cedo, cedo...

Neymar comemorando mais um gol
 A aparição do nome de Neymar na lista inicial divulgada pela FIFA, no qual aponta os 50 candidatos ao posto de melhor jogador do mundo na temporada 2010/2011 causou uma espécie de frisson em torcedores mais exaltados e jornalistas que não conseguem disfarçar seu patriotismo.


Bola de ouro FIFA
É evidente que o jovem santista é um craque diferenciado em termos sul-americanos, mas pode ser precipitado expormos seu nome em níveis mundiais desde agora, uma vez que o mesmo ainda joga por aqui. Não é uma verdade absoluta e nem uma ciência exata, porém já tivemos outros exemplos de jogadores que foram geniais em nosso continente e que depois não mantiveram o mesmo brilho quando se encontraram atuando na Europa.

Raí atuando pelo São Paulo
Foi assim com Raí, capitão e protagonista do São Paulo, melhor time brasileiro nos últimos 20 anos e bi-campeão da Taça Libertadores da América com o tricolor. O meia chegou a ocupar o décimo lugar na disputa pela Bola de Ouro em 1992 e muitos afirmavam que ao chegar em terras européias, fatalmente seria o número 1 do mundo de forma rápida. Não foi! O camisa 10 da seleção na Copa de 1994 aterrisou na França e encontrou muita dificuldade no Paris Saint Germain, chegando até a frequentar o banco de reservas em diversas partidas durante seus dois primeiros anos de clube.

Juninho Paulista
Juninho Paulista é outro exemplo nesse assunto. O meia-atacante surgiu repentinamente no Ituano em 1993 e logo em sua terceira temporada como profissional já defendendo as cores do São Paulo, teve seu nome relacionado ao oitavo lugar na maior premiação individual do futebol. Ainda em 1995, foi transferido ao Middlesbrough, clube de porte pequeno na Inglaterra. Lá, chegou a despontar e logo atraiu a atenção do Atlético de Madrid da Espanha, mas em um resumo da obra, seu brilho se apequenou demais longe dos gramados brasileiros.

Edmundo: genial e polêmico
Com Edmundo aconteceu o mesmo. Craque genial, dono de dribles curtos que nenhum outro conseguia repetir em sua época, o "Animal" chegou a Fiorentina em 1998 com o rótulo de melhor jogador disparado entre os que atuavam no Brasil e mencionado por muitos como o grande nome do momento num âmbito internacional pela sua performance apresentada no Campeonato Brasileiro do ano anterior. Na Itália manteve um ótimo desempenho, mas nada que fizesse os torcedores do time de Florença lembrar de sua imagem até os dias de hoje. Diferentemente daqui, onde é um dos maiores ídolos de clubes como Vasco e Palmeiras.

Riquelme: de protagonista à decepção
E se formos falar de jogadores argentinos, Riquelme é a maior referência nessa conversa. O astro hermano chegou ao Barcelona em 2002 como o principal jogador da América do Sul, uma vez que havia sido bi-campeão da Libertadores em 2000 e 2001 como maestro de um fortíssimo Boca Juniors. Nada adiantou! No clube catalão, todo seu talento foi por água abaixo. O meia logo amargou a reserva e foi negociado um ano depois com o modesto Villareal.

Robinho: longe do que poderia ser
Por fim, no próprio Santos, onde hoje atua Neymar, Robinho já foi considerado também uma espécie de novo Pelé. Até com certa razão, já que entre os anos de 2002 e 2005, o atacante conseguiu dois Campeonatos Brasileiros (2002 e 2004) e um vice da Taça Libertadores da América (2003) fazendo 83 gols em 189 jogos, uma média de 0,43 gols por partida. No entanto, tudo mudou quando o "aspirante a gênio" vestiu a camisa 10 do Real Madrid. Apesar do bi-campeonato espanhol nas temporadas 2006/2007 e 2007/2008, o "Rei das pedaladas" era incomodado com a reserva frequente que amargava no banco madrilenho e logo deu adeus à  Espanha. Atualmente, Robinho é visto apenas como um bom jogador pela maioria.

Agora uma pergunta que fica no ar: sabendo de tantos jogadores que um dia fizeram a diferença de forma aguda por aqui, mas que pereceram em solos europeus, será que podemos afirmar com toda a certeza de que Neymar fará sucesso no Velho Mundo?

Acredito que estar entre os 20 grandes craques do planeta, hoje, está de bom tamanho para o jovem. Definitivamente, para se situar entre os melhores, tem que jogar entre eles. Em uma analogia, Michael Jordan nunca seria considerado o mais espetacular atleta de basquete de todos os tempos se passasse sua carreira longe da NBA. Confere?

Felipe Reis

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Seleção Brasileirão 2011

A disputa do Campeonato Brasileiro ainda não acabou, mas já escalei minha seleção da competição e acredito que não saí muito do esperado. Talvez não ter colocado Neymar, Leandro Damião ou algum jogador do Corinthians, líder durante maior parte do tempo até o momento, possa surpreender alguns leitores. No entanto, tentei ser bem criterioso para formar a equipe dos melhores jogadores do torneio.

Técnico: Cáio Júnior (Botafogo)

1- Jefferson (Botafogo); 2- Fágner (Vasco); 3- Rhodolfo (São Paulo); 4- Dedé (Vasco); 5- Marcus Assunção (Palmeiras); 6- Bruno Cortês (Botafogo); 7- Diego Souza (Vasco); 8- Renato (Botafogo); 9- Borges (Santos); 10- Montillo (Cruzeiro); 11- Ronaldinho Gaúcho (Flamengo).

Técnico: Caio Júnior  (Botafogo)

 Felipe Reis

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Gladiador versus Treinador


As constantes brigas dentro e fora de campo que vem envolvendo o Palmeiras nos últimos dias retratam de forma simples a situação atual do clube alviverde: péssima.

Se nos bastidores há jogador que apanha de torcedor (e não é a primeira vez), no grupo, atletas e comissão técnica não se entendem. Kléber e Luiz Felipe Scolari expressaram muito bem esse exemplo e o resultado do entrave foi a decisão de Felipão em não querer contar mais com o atacante.

O fato é que a segunda passagem de ambos pelo Parque Antártica não rendeu em nada à instituição Palmeiras. Se o Gladiador fez poucos gols, por outro lado, Luiz Felipe também não conseguiu a liderença necessária para fazer seu time produzir. Além disso, o técnico, rotineiramente costuma "cuspir" palavras contra seus atletas. Algo que não agrada aos "boleiros". 

O alviverde paulista é a maior prova de que, enquanto houver bagunça em qualquer diretoria que seja, não haverá treinador de status que dê jeito. Não foi à toa que Vanderlei Luxemburgo e Muricy  Ramalho também sofreram com o despreparo do clube.

É uma pena vermos uma história tão bonita e vencedora ser mutilada gradativamente devido a omissão de dirigentes totalmente sem gabarito quando o assunto é administração.

Felipe Reis

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Neymar: obstáculos e atalhos de cada caminho

Todos sabem que o próximo destino do camisa 11 santista é a Europa, mas a dúvida que se propaga cada vez mais é quanto ao clube que o melhor jogador brasileiro em atividade irá defender em 2012. Uns garantem ser o Barcelona, já outros cravam o nome do atleta no Real Madrid. Além das recentes batalhas que travam dentro de campo, os dois melhores times do mundo no momento também disputam outra guerra fora dos gramados.


Afinal, o que seria melhor para Neymar? Barcelona ou Real Madrid? Confira aqui algumas vantagens e desvantagens que o craque pode encontrar em cada equipe.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

NO BARCELONA



PRÓS:

- Um ataque com Lionel Messi e Neymar poderia ser o tormento para qualquer equipe do mundo. Atuando juntos, é bem provável que o domínio do Barcelona dure ainda mais.

- Nos últimos 20 anos, 4 jogadores brasileiros conseguiram o posto de melhor do mundo atuando pelo clube catalão. Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho são exemplos desse sucesso. Com a camisa azul-grená, Neymar pode ser o próximo.

- O entrosamento da equipe pode ser outro fator benéfico ao futebol de Neymar. Além disso, o técnico Guardiola costuma dar liberdade aos jogadores mais talentosos.

CONTRAS:

- O status de celebridade que Neymar ostenta no Brasil acabará assim que o atleta vestir a camisa do time da Catalunha. Guardiola sempre afirma que o perfil de jogador que deseja em seu plantel é o de um homem discreto fora de campo e eficiente dentro dele.

- Por haver muito entrosamento e harmonia entre os jogadores, a equipe do Barcelona consegue lidar bem com o esquema de rodízio entre seus atacantes. É bem possível que Neymar não saiba aceitar tal condição e seu rendimento caia.

-  Aqui, Neymar é considerado "o cara" pelo excepcional futebol que apresenta. Na Catalunha, o craque terá que ter um desempenho ainda melhor para pensar em roubar esse posto de Lionel Messi. Algo bem difícil de acontecer.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

NO REAL MADRID



PRÓS:  

- Com José Mourinho em seu comando, Neymar pode evoluir muito taticamente e profissionalmente. O português consegue extrair o melhor de seus atletas.

- A motivação que o clube madrilenho tem em superar o Barcelona é algo que pode beneficiar o futebol de Neymar dentro da equipe.

- Se conseguir demonstrar todo seu potencial, Neymar pode fazer uma excelente dupla com Cristiano Ronaldo. Acontecendo isso, a certeza é de muita habilidade e gols.

CONTRAS:

- Com José Mourinho é assim: se não render, não joga! Nem adianta fazer cara feia.

- Provavelmente o começo da estadia de Neymar com a camisa do Real Madrid será marcada por uma disputa de posição com Cristiano Ronaldo. Os dois atuam pelo mesmo setor do campo. No momento, o brasileiro perderia essa briga.

- O Real Madrid é uma equipe muito tática. Seus atletas devem cumprir com extrema excelência o que Mourinho pede. É bem provável que Neymar sinta dificuldades em ter que fazer lá o que não é de seu costume por aqui: marcar.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Felipe Reis

domingo, 18 de setembro de 2011

GIGANTES EUROPEUS

Nesse artigo coloquei os dez times europeus que mais marcaram época nos últimos 25 anos. Como método de escolha, procurei me basear na lembrança que cada time deixou nos torcedores, seja através de títulos, jogos ou  formações memoráveis. Óbviamente não é uma verdade absoluta e sim uma opinião particular.

----------------------------------------------------------------------------------------------------

1°Lugar: Barcelona (2009 - ???) - Considerada por muitos como a melhor dos últimos 30 anos, a equipe liderada pelo argentino Lionel Messi encanta a todos com seu estilo "tic tac" de jogar. Mesmo em atividade, o time já ocupa a primeira posição desse ranking por ter encontrado com sucesso, uma maneira simples e bonita de atuar.


Time base: Valdez, Daniel Alves, Puyol, Piqué, Busquets, Abidal, Andrés Iniesta, Xavi Hernandez, David Villa, Lionel Messi e Pedro.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
2°Lugar: Milan (1988-1990) - Sob o comando de Arrigo Sacchi, o Milan do começo dos anos 90 tinha em seu plantel uma geração de holandeses que fez história com camisa preta e vermelha. Em três anos, Rijkaard, Gullit e Van Basten conquistaram a Europa não só com o clube italiano, mas também com a seleção de seu país.


Time base: G.Galli, Tassotti, Baresi, Costacurta, Paolo Maldini, Ancelloti, Frank Rijkaard, Colombo, Donadoni, Ruud Gullit e Marco Van Basten.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
3°Lugar: Napoli (1986-1990) - Com a sua camisa 10 sendo usada por Diego Maradona, a equipe napolitana foi a principal responsável pelo aumento da audiência de campeonatos europeus no Brasil no fim dos anos 80. Muitos começaram a ter interesse em acompanhar torneios do Velho Continente  vendo o Napoli travar clássicos épicos contra o poderoso Milan.


Time base: Giuliano Giuliani, Ciro Ferrara, Alessandro Renica, Giancarlo Corradini, Giovanni Francini, Alemão, Fernando De Napoli, Luca Fusi, Diego Maradona, Andrea Carnevale e Careca.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
4° Lugar: Barcelona (1990-1994) - Johan Cruijff formou uma equipe que recebeu o apelido de Dream Team por dominar a Espanha durante a primeira metade dos anos 90. Jogadores como Michael Laudrup, Stoichkov e Romário eram as principais estrelas da constelação. Mesmo participando apenas do último ano dessa hegemonia, o Baixinho deixou seu nome na história do clube.


Time base: Zubizarreta, Ferrer, Nadal, Ronald Koeman, Sergi Barjuan, Bakero, Josep Guardiola, Michael Laudrup, Hristo Stoichkov, Romário e Beguiristáin.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
5°Lugar: Barcelona (2003-2006) - Com Ronaldinho Gaúcho no auge e Lionel Messi apenas despontando como novo talento, esse Barcelona conseguiu o bicampeonato espanhol e um título europeu. De certo modo, foi o time que deu início ao domínio que vemos hoje. 


Time base: Victor Valdés, Oleguer, Rafa Marquez, Puyol, Van Bronckhorst, Van Bommel, Xavi, Deco, Ronaldinho Gaúcho, Ludovic Giuly e Samuel Eto'o.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
6°Lugar: Real Madrid (2002-2003) - Futebolísticamente falando, o time madrilenho não fez muito sucesso. Mesmo assim, essa equipe marcou época ao dar início a uma Era Galática no clube. Com contratações milionárias como David Beckham e Ronaldo, o Real Madrid conseguiu formar um esquadrão de respeito, uma vez que o seu plantel já contava com Roberto Carlos, Zinedine Zidane, Luis Figo e Raúl.


Time base: Iker Casillas, Michael Salgado, Fernando Hierro, Iván Helguera, Roberto Carlos, Claude Makelelé, Esteban Cambiasso, Zinedine Zidane, Luis Figo, Raúl e Ronaldo.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
7°Lugar: Ajax (1993-1996) - A equipe de Amsterdam contava com uma geraçao que viria a ser a base da seleção holandesa pouco tempo depois. Jogadores como Clarence Seedorf, Patrick Kluivert e Edgar Davids, ainda jovens, fizeram do Ajax um excepcional trampolim para seus respectivos sucessos em times pela Europa. Foi o último clube da holanda a sagrar-se campeão europeu.


Time base: Edwin Van de Sar, Michael Reiziger, Danny Blind, Frank Rijkaard, Frank De Boer, Clarence Seedorf, George Finidi, Edgar Davids, Ronald De Boer, Patrick Kluivert e Marc Overmars.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
8°Lugar: Arsenal (2001-2004) - O Arsenal do começo deste século entrou para história por ser o primeiro time a ganhar a Premier League de forma invicta. Os responsáveis pela proeza foram craques como Thierry Henry, Dennis Bergkamp, Freddie Ljungberg e Pires.


Time base: Lehmann, Lauren Mayer, Campbell, Kolo Touré, Ashley Cole, Patrick Vieira, Gilberto Silva, Robert Pires, Ljungberg, Dennis Bergkamp e Thierry Henry.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
9°Lugar: Manchester United (1998-2001)- Os Red Devils dominaram a Inglaterra no começo do século com um time sólido e que traduzia bem toda a força do futebol britânico. O Tricampeonato inglês na virada do milênio ainda faz muito torcedor venerar David Beckham em Manchester.


Time base: Peter Schmeichel, Gary Neville, Jaap Stam, Dennis Irwin, Mikael Silvestre, Roy Keane, Nick Butt, Paul Scholes, David Beckham, Ryan Giggs e Dwight Yorke.
----------------------------------------------------------------------------------------------------
10°Lugar: Internazionale de Milão (2009-2010) - Com José Mourinho como treinador, o time azul e preto de Milão não só conseguiu o pentacampeonato italiano, mas também faturou o título europeu após 45 anos de espera. O que ficará na lembrança de seus torcedores e todos os adoradores do futebol é que durante a campanha vitoriosa no torneio continental, a Inter bateu o poderoso e favorito Barcelona em dois jogos memoráveis.


Time base:
Júlio César, Maicon, Samuel, Lúcio, J. Zanetti, Cambiasso, Thiago Motta, Sneijder, Pandev, Eto'o e Diego Milito.

----------------------------------------------------------------------------------------------------

Felipe Reis