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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

As chances do Corinthians no Japão

Chelsea e Corinthians decidem o título mundial domingo
Como já era esperado, Chelsea e Corinthians farão a final do Mundial Interclubes de 2012. Essa talvez seja a decisão mais equilibrada, teóricamente falando, entre as últimas edições.

Se conseguir desenvolver o mesmo estilo implatado durante a campanha vitoriosa da Libertadores, o alvinegro paulista pode sim dificultar a vida dos Blues.

Saber de suas limitações em relação ao adversário europeu é fundamental para o Corinthians ter sucesso. Ano passado o Santos fechou os olhos para isso e deu no que deu.

Manter a cautela defensiva, adiantar a marcação e esperar pela bola certa, provavelmente, será a chave para atingir o objetivo, uma vez que a partida deverá ser igual como foi em anos anteriores: o forte oponente do Velho Continente tomando conta das ações da disputa.

Tirar Guerrero agora seria injusto com o peruano, mas o mais benéfico para as pretensões do grupo. O jogador foi o responsável pela vitória na semi-final diante do Al Ahly, mas sua característica torna a equipe freada deixando toda a responsabilidade de contra-ataque nas mãos de um Emerson com pouco ritmo de jogo devido a um semestre de "folga".

Também sacaria Douglas, que apesar do ótimo passe para o gol que deu a vitória ao Corinthians na partida anterior, pouco mostrou na parte defensiva.

O melhor seria Jorge Henrique e Martinez na vaga das respectivas posições. Um está o tempo todo ligado, tanto marcando como atacando, e o outro tem técnica suficiente para decidir o duelo em um lance.

É certo e bem possível que Tite não fará as alterações mencionadas acima. Tudo bem, então esperamos um Paulinho melhor do que foi quarta-feira. Essa seria a grande diferença!

Felipe Reis
 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Competência e sorte podem superar o talento

Com gol "a la" Messi, Ramirez ajudou seu time a eliminar o Barcelona
Todos que acompanham e trabalham com futebol sabem o quanto este esporte é impressionante e inesperado, mas o que aconteceu hoje no Camp Nou passou dos limites e com certeza entrará na história da UEFA Champions League.

Na partida de volta da semi-final envolvendo Barcelona e Chelsea aconteceu de tudo. Desde o possível até o mais impossível.

O possível era ver o time catalão impor seu ritmo de jogo e conseguir fazer os dois gols que precisava ainda no primeiro tempo.

Com o empate, Barça deu adeus ao bi da UCL
Já pelo lado impossível, a força divina exagerou. Os Blues, que entraram apenas para se defender, alcançaram um empate heróico mesmo com um jogador a menos (John Terry foi expulso) e ainda contaram com o desperdício de um penalty por parte de Lionel Messi, o n°1 do mundo nos últimos três anos. Este foi somente o oitavo perdido em 33 que o argentino já cobrou.

Em dia que Ramirez realizou uma obra prima digna de Messi e Fernando Torres saiu ovacionado pelos seus torcedores por anotar um tento decisivo, algo que o atacante espanhol desconhecia desde que deixou o Liverpool, o futebol provou que surpresas acontecem até mesmo com os melhores.
 
A grande injustiça é que muitos por aqui, principalmente os brasileiros "Pachecos" ou aqueles com certo rancor de não poder desfrutar de uma equipe como essa em nosso território, tentarão colocar defeitos ou desdenhar, de um dos maiores (se não for o maior) esquadrões da história. Esquadrão este, que perdendo ou ganhando, introduziu um novo estilo tático e técnico com extremo sucesso ao esporte mais popular do planeta.

Com relação ao Chelsea, ficam os parabéns pela obediência e dedicação defensiva durante grande período da batalha. Se defender faz parte da guerra e os soldados azuis comandados por Di Matteo aprenderam muito bem essa lição.

Felipe Reis

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eles preferem ser coadjuvantes

Campeão de tudo, o Chelsea ainda anseia por um título da UCL
Será mais uma grande ironia proporcionada pelo futebol, mas a realidade é que o Chelsea pode enfim, sagrar-se campeão da UEFA Champions League.

Com uma geração considerada envelhecida pelos especialistas e que teve em outros anos o favoritismo ao seu lado, os Blues de Londres entraram na competição continental deste ano como simples figurantes. Algo exagerado para uma equipe que ainda conta com a experiência eficiente de Peter Cech, John Terry, Frank Lampard e Didier Drogba, aliada a juventude de Ramirez e Juan Mata e ao talento, ainda que não demonstrado em seu novo clube, de Fernando Torres.

Após ser comprado pelo bilionário russo Roman Abramovich em junho de 2003, o Chelsea pôde apreciar o sabor de quase todos os títulos que disputou (Premier League em 2005, 2006 e 2010; Copa da Inglaterra 2007, 2009 e 2010; Copa da Liga Inglesa 2005 e 2007; Supercopa da Inglaterra 2005 e 2009). No entanto, o maior torneio europeu ainda é um prato não degustado pelos azuis londrinos.

Curiosamente, sempre que entrou como protagonista na UEFA Champions League e com grandes líderes (Cláudio Ranieri, José Mourinho, Avram Grant, Luiz Felipe Scolari, Guus Hiddink, Carlo Ancelotti e André Villas-boas) em seu comando, o Chelsea ficou pelo meio do caminho.

Agora, visto como intruso em uma semi-final que reúne os três melhores times do mundo na atualidade e com um técnico interino e de pouca experiência no ofício (Roberto Di Matteo), o Chelsea finalmente pode erguer a "orelhuda". Se isso acontecer, ficará a prova de que o improvável no futebol é algo mais do que provável.

Caso o Blues elimine o temido Barcelona na partida de amanhã, estará a um jogo do inédito título e no mínimo já terá repetido a façanha de 2008, quando chegou à final da Liga, mas acabou deixando escapar o título em decisão por penaltys diante de seu rival Manchester United.

Confira as campanhas do Chelsea na Era Abramovich:

2003-2004: Quartas-de-final
2004-2005: Semi-final
2005-2006: Oitavas-de-final
2006-2007: Semi-final
2007-2008: Final
2008-2009: Semi-final
2009-2010: Oitavas-de-final
2010-2011: Quartas-de-final
2011-2012: ???
Felipe Reis