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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Um "obrigado" com gosto de cobrança

Ronaldinho Gaúcho ganhou tudo o que podia na carreira
Sabe aquela sensação de ser gigante, mas que poderia ter sido ainda maior? É o que Ronaldinho Gaúcho deixou no pensamento de todos nós.

Nem mesmo os dois prêmios de melhor do mundo (2004 e 2005) e todos os títulos possíveis no currículo, seja por clube ou seleção, impedem os torcedores de refletirem sobre que patamar (que já é altíssimo) R10 poderia ter alcançado se tivesse levado sua carreira com mais comprometimento.

Referência e ídolo para os mais novos, Ronaldinho foi como uma espécie de resgate do futebol arte aos mais velhos. Em certo período, era ele o diferente, era ele o genial dentro das quatro linhas. É bem verdade que pela seleção brasileira, o craque nunca demonstrou a mesma qualidade que desempenhava nos clubes durante seu auge, ainda assim conseguiu ter papel importante nas conquistas da Copa do Mundo de 2002 e da Copa das Confederações de 2005, sem contar o gol antológico marcado contra a Venezuela na Copa América de 1999, quando era apenas um garoto.

Então como cobrar algo a mais de um jogador que fez tanto? É simples, por sabermos do que era capaz de realizar no ápice, ver sua queda de produção notória após a Copa do Mundo de 2006, nos deu um sentimento de vazio e até raiva. Isso mesmo, raiva! Raiva por não compreender como aquele "mago", inteligentíssimo com a bola em seu domínio, não entendia o que seu talento representava na época e por simplesmente ter "largado de mão", sem mais nem menos, uma trajetória tão gloriosa.

Apesar disso, com sua aposentadoria, R10 deixa um legado de grandes fãs dentro do futebol. Jogadores como Messi e Neymar, que hoje são os ícones do que esse esporte tem de melhor e que na opinião do blogueiro que vos escreve já superaram o agora ex-atleta, exaltam com extremo louvor a habilidade do astro com a bola nos pés. E se até dois extraordinários como esses agradecem o "Bruxo" por ter existido, como nós, simples mortais e meros torcedores, não agradeceríamos? Obrigado, Ronaldinho!

Felipe Reis

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um título que nos faz exigir respeito novamente

Brasil na Copa das Confederações: título incontestável
Em um cenário digno de final de Copa do Mundo, a seleção brasileira venceu a toda poderosa Espanha e sagrou-se tetracampeã da Copa das Confederações.

Num Maracanã lotado, o Brasil, motivado por estar enfrentando o grande bicho-papão dos últimos anos, não deu chances a um adversário um tanto que desinteressado, mas também perdido com a pressão sofrida pelos jogadores brasileiros.

Não tem como negar. Foi épico!

Quando o hino nacional foi tocado e os atletas continuaram a cantar após a sua execução, já dava para sentir que o vitorioso seria o dono da casa. E com muita propriedade, foi o que aconteceu!

Junto com o quarto título da competição, veio o resgate do respeito à camisa amarela que estava perdido pelo mundo. O Brasil vinha sendo visto como franco atirador nos últimos amistosos contra grandes seleções e, principalmente nessa final diante dos espanhóis, então invictos há 29 jogos, era praticamente certo que perderia a disputa.

É necessário observar que além da motivação de ter que provar algo a sua torcida e do fator casa, houveram outros pontos embutidos que podem ser relacionados ao sucesso do Brasil dentro do torneio. O período que Luiz Felipe Scolari teve para trabalhar e descobrir Luiz Gustavo e Paulinho como sua dupla de volantes preferida e Fred como o centroavante ideal foi tão importante e válido quanto o futebol de alto nível que Neymar desempenhou. Se o craque não foi genial como poderia, conseguiu ser eficiente e decisivo quando precisou.

Já aos críticos assíduos de Mano Menezes, é bem justo lembrar que foi o antecessor de Felipão que descobriu Paulinho ainda no Bragantino e o levou ao Corinthians. Sem contar que foi em seu comando na seleção que Luiz Gustavo ganhou a primeira chance de vestir a camisa 5 estrelas. E não esqueçamos que o mesmo Mano levou Fred à Copa América em 2011, e devido a isso ouviu inúmeras críticas por apostar em um atacante mais centralizado.

Menções honrosas à parte, é preciso salientar que tivemos uma Espanha com seus jogadores sem férias há duas temporadas e querendo, mais do que nunca, o seu merecido descanso após algumas conquistas.

Não, isso não é um demérito ao que o Brasil realizou, mas o peso de uma Copa das Confederações não é nada comparável ao de uma Copa do Mundo. Ano que vem, a motivação dos europeus será diferente. E com certeza, o respeito pelo time canarinho também!

Felipe Reis