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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Um mito sob suspeita

Rogério Ceni é o maior nome da história tricolor
Os erros cometidos por parte de Rogério Ceni diante de Corinthians e The Strongest fizeram as opiniões favoráveis a uma aposentadoria do goleiro se multiplicarem.

Torcedores rivais caçoam do momento infeliz do maior ídolo da história do São Paulo, enquanto os próprios fãs do atleta já se questionam sobre seu futuro.

O fato é que Rogério Ceni ainda é bom no que faz, e suas falhas, ao olhar do blogueiro que vos escreve, são frutos também de um mau desempenho coletivo de uma grande parcela dos jogadores que vem atuando em sua frente durante as partidas.

Que culpa tem Ceni, se Lúcio e Ganso não tem rendido o esperado? Que culpa tem Ceni, se Aloísio possui sérios desajustes na sua finalização? Que culpa tem Ceni, se Luis Fabiano, principal goleador do time, sempre entra em confusão e acaba punido? 

O problema é que o eterno arqueiro tricolor não é carismático e qualquer deslize seu, se torna motivo de questionamentos negativos. Isso dificilmente ocorria com Marcos, por exemplo. 

Por outro lado, um clube como o São Paulo não pode mais depender tanto apenas da liderança psicológica de um jogador. A instituição precisa começar a pensar em quem será o seu sucessor, seja debaixo das traves, puramente como goleiro, ou no comando do grupo dentro de campo.

Ainda que no sentido cronológico e não técnico, a hora de Rogério Ceni pode realmente estar se esgostando e é necessário se antecipar na resolução do caso desde já.

Felipe Reis

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

À espera de um craque

PH Ganso é o novo reforço do São Paulo Futebol Clube
A novela envolvendo Santos, PH Ganso e São Paulo finalmente terminou e o final dela foi aquele que todos esperavam: a transferência do meia para o Morumbi.

Agora é esperar para ver se a decadência nos últimos 18 meses do "ex-futuro camisa 10" da seleção na Copa de 2014 foi apenas uma questão de insatisfação com o clube que o pertencia ou meramente deficiência técnica.

Ao contrário do que muitos acham, eu fico com a segunda opção. Não vejo Ganso com um potencial incrível e o analiso apenas como um bom meia que teve uma grande fase num time que possuía jogadores de maior mobilidade para ajudá-lo.

Em 2010 o Santos contava com Arouca, Wesley, Robinho, Neymar e André. Ganso só precisava receber a bola e pensar onde iria tocar. Jamais correr ou marcar!

Recentemente, quando a equipe da Vila Belmiro se encontrou em jogos no qual necessitava de um armador que chegasse mais ao ataque e também apoiasse na marcação, o "maestro", assim chamado por muitos, passou despercebido. Era como se não estivesse em campo.

Podemos dar um crédito a sua contusão no joelho, mas também não é cabível transformar essa entrave em um álibi para o seu mau futebol.

Alheio a essa opinião, o São Paulo sabe da contratação que fez. A institução só não tem o conhecimento se PH Ganso será o "novo Pita" ou "outro Ricardinho".

Felipe Reis

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Culpado ou inocente?


Durante os 9 meses que esteve no comando do São Paulo, Paulo César Carpegiani viveu sob olhares desconfiados por parte dos torcedores em relação ao seu trabalho. De maneira silenciosa, a diretoria teve uma grande parcela de responsabilidade para que isso acontecesse.

A verdade é que o agora ex-treinador tricolor não teve culpa nos fracassos de atletas de nome contratados recentemente e nem por pratas-da-casa não se mostrarem talentosos como dirigentes falavam ao tentarem vender seu "peixe".

Jogadores como Fernandão, Rodrigo Souto, Cléber Santana e Júnior César foram bem abaixo do esperado, enquanto Ilsinho, Marlos, Xandão, Jean e alguns outros que se mostraram bem no começo de suas carreiras, não conseguem manter o mesmo nível técnico de antes. Paulo César nada poderia fazer a respeito disso.

Apesar desses bons argumentos de defesa, inúmeros eram os são paulinos que o criticavam assiduamente e após a crise que o técnico teve com Rivaldo por não utilizá-lo em um jogo decisivo da Copa do Brasil, sua permanência no clube estava com os dias contados.

Outra verdade é que ao não escalar o pentacampeão, Carpegiani compraria uma grande briga com torcida e diretoria, já que barrar um jogador conceituado, ele estando bem ou não, pode pesar contra, e pesou.

Os mais coerentes sabem que o treinador estava certo em não colocá-lo para jogar. Afinal quem é que nega que Rivaldo esteja mal e não tenha condições técnicas e físicas necessárias para ser titular de um grande clube como o São Paulo? Somente os mais apaixonados e menos lúcidos responderiam sim a essa resposta.

Como no país do futebol a paixão é sempre maior do que a razão, a frase "A culpa é do treinador" valerá por muito tempo.

Felipe Reis