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domingo, 18 de dezembro de 2022

Copa do Mundo e a Argentina são de Lionel Messi

Lionel Messi e o troféu que sempre desejou⠀

No possível maior jogo da história das Copas, Lionel Messi apagou o asterisco que havia (havia?) em sua trajetória. E o roteiro para isso não poderia ser mais perfeito: a conquista da Copa do Mundo em um duelo entre duas bicampeãs, com dois camisas 10 extraclasse em lados opostos disputando também a artilharia e a condição de melhor jogador do torneio.

Para os mais críticos do gênio, a obra não estava completa. Agora está. E da forma mais espetacular possível. Messi, depois de tanto apanhar injustamente, merecia tal desfecho. 

Hoje se encerrou qualquer discussão sobre a mais gloriosa e vencedora carreira de um atleta de futebol.

Obrigado por tudo, D10S!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Messi é humano e a Argentina agradece por isso

Com Messi, a Argentina chegou a três finais consecutivas

Capaz de encantar o mundo com sua habilidade fora do comum, Lionel Messi foi chamado de extraterrestre inúmeras vezes pelos quatro cantos do planeta. Menos na Argentina.

O cidadão hermano não queria só dribles mágicos, jogadas espetaculares e lindos gols. Queria mais. Queria um jogador que demonstrasse sentimentos com a camisa albiceleste.

Retraído, Messi nunca pareceu sentir o orgulho necessário quando representava sua pátria. Os argentinos não acreditavam nessa insensibilidade do maior craque do futebol mundial. Só genialidade não lhe garantia adoração. Não ao povo que enxerga em Maradona, o seu maior expoente de gratidão à nação.

Jornais argentinos imploram pela continuidade de Messi
E por ironia do destino, foi quando o gênio da camisa 10 falhou e demonstrou ter emoções após mais uma final perdida (a terceira em três anos), é que seus conterrâneos passaram, de vez, a venerá-lo.

A Argentina não quer um extraterrestre capaz de fazer tudo com a bola nos pés. Ela quer um ser humano que vibre e que chore, um ser humano que erra, mas que defende e ama sua terra.

E é por isso que hoje, todos em seu país de origem, pedem para que Messi repense a decisão de se aposentar da seleção. O futebol ainda precisa muito de seu talento.

Felipe Reis

domingo, 15 de abril de 2012

O ataque que poderia ser nosso

Aguero, Messi e Di Maria fazem parte do excelente quinteto argentino
Enquanto Mano Menezes ainda quebra a cabeça para definir quem poderá jogar ao lado de Neymar na linha de frente da seleção brasileira, o futebol argentino vê suas estrelas de ataque em ótima fase dentro dos grandes clubes da Europa.

Com o retorno de Carlitos Tevez após longos meses sem atuar pelo Manchester City devido a desavenças com a diretoria e o técnico Roberto Mancini somado a recuperação de Di Maria, que estava sem atuar desde o começo do ano no Real Madrid por causa de uma fratura no reto abdominal, o quinteto volta a ficar inteiro pelos gramados do planeta e isso poderá ser letal aos futuros adversários da seleção albiceleste nas eliminatórias para a Copa de 2014.

Agora, juntamente com Lionel Messi, Sérgio Aguero e Gonzalo Higuaín, que já vivem excelentes momentos em seus respectivos times, os dois tem tudo para formar o ataque mais perigoso do mundo entre as nações. Uma prova disso são os números de cada um deles pelas suas equipes nesta temporada.

Higuaín e Tevez completam o super ataque hermano
Lionel Messi (Barcelona) - 63 gols em 52 jogos - Com 41 gols feitos, divide a artilharia momentânea do Campeonato Espanhol com Cristiano Ronaldo. Na UEFA Champions League, Lionel Messi é o goleador soberano do momento com 14 gols na competição.

Sérgio Aguero (Manchester City) - 28 gols em 44 jogos - É uma das grandes estrelas do momento na Premier League e sua posição na lista dos artilheiros confirma isso. Com 21 gols, o argentino só fica atrás de Wayne Rooney com 24 tentos e Robin Van Persie com 27 bolas na rede.

Gonzalo Higuaín (Real Madrid) - 25 gols em 48 jogos - Está em terceiro lugar na artilharia do Campeonato Espanhol com 21 gols só ficando atrás de seu compatriota Lionel Messi e companheiro de Real Madrid Cristiano Ronaldo.

Ángel Di Maria (Real Madrid) - 7 gols em 26 jogos - Sua infeliz contusão evitou que o atacante pudesse ser ainda mais importante do que vem sendo para o Real Madrid. No entanto, seu retorno já contribuiu para que o time passasse de fase na UEFA Champions League.

 Carlos Tevez (Manchester City) - 4 gols em 11 jogos - Apesar de atuar pouco nessa temporada devido a uma série de encrencas que se meteu, Tevez voltou com tudo e já anotou 4 gols desde a sua reintegração à equipe. Sempre lembrando que o argentino é o artilheiro da última edição da Premier League quando fez 21 gols.

Felipe Reis

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quem gritará por último na Argentina?


Nesta sexta-feira, dia 1° de julho, começará a 43°edição da Copa América e como todos já sabem, os favoritos são os mesmos: Argentina, Brasil e Uruguai.

No entanto, essas três seleções contarão com diferentes quesitos para confirmar sua superioridade dentro de 24 dias.

ARGENTINA - Fator Campo - Por jogar em seus domínios, a seleção hermana torna-se o grande obstáculo para os adversários. Some essa vantagem com a vontade de Tevez e o talento de Messi e o resultado provavelmente será o 15° título da competição.

URUGUAI - Fator Conjunto - A celeste olímpica estará com 18 jogadores que atuaram na brilhante campanha da Copa do Mundo da África ano passado. Com certeza, esse quesito será levado em conta na hora de uma possível decisão contra times relativamente mais fortes técnicamente.

BRASIL - Fator Camisa - Em qualquer competição que a seleção brasileira estiver, ela é considerada favorita. Ainda mais quando se trata de uma equipe renovada e com ótimos destaques individuais como Lucas, Paulo Henrique Ganso e Neymar.

Contrariando os mais patriotas, o meu palpite é que Argentina e Uruguai disputem o troféu em uma grande final dia 24 de julho. Veremos o que acontece!

Felipe Reis

sábado, 28 de maio de 2011

Arrogância de lá e de cá!


Nós brasileiros costumamos falar que o povo argentino é muito pretensioso em ousar comparar Maradona com Pelé deixando clara a sua preferência por "El Pibe". Realmente, isso é um enorme exagero da parte deles.

Porém, temos que reconhecer que sofremos da mesma soberba patriótica, quando enxergamos uma grande vantagem entre o futebol brasileiro e o de nossos rivais históricos.

Será que somos tão melhores assim mesmo com menos clubes campeões da Libertadores da América, (são 22 títulos argentinos contra 14 brasileiros), menos Copa América (14 títulos argentinos contra 8 de nossa seleção), menos conquistas nos Mundiais sub-20 (são 6 dos argentinos contra 4 do Brasil), menos conquistas olímpicas (duas argentinas contra nenhuma brasileira) e principalmente tendo que saber que o melhor do mundo hoje é um tal de Lionel Messi?

Falamos tanto de nossos vizinhos hermanos que, tomados pela paixão à bandeira, nos esquecemos que também existe a razão, e dentro dela estão alguns números desfavoráveis para o futebol canarinho.

Apesar disso, livre de qualquer tipo de prepotência, eu digo que ainda podemos nos orgulhar de ser o maior campeão mundial de futebol e de dividirmos essa pátria com o mais espetacular jogador de todos os tempos. Isso vale muito para qualquer torcedor passional ou racional.

Felipe Reis

sábado, 3 de julho de 2010

Era uma vez...


Dentro de campo, eles conseguiram sucesso. No entanto, como treinadores ficaram longe de obterem o mesmo êxito de tempos atrás.

Maradona e Dunga pagaram pelos pecados cometidos na preparação de seus respectivos atletas. O argentino tentou dar liberdade aos jogadores e acabou montando um esquema para sua seleção jogar bonito, não deu certo. O futebol também precisa de marcação.

Por sua vez e simbolizando muito bem o outro lado da moeda, Dunga fez de seus comandados, uma espécie de batalhão de soldados preparados para o combate. Até demais!

Era notável o nervosismo da equipe mesmo em partidas consideradas fáceis. O talento era escasso.

Brasil e Argentina deram mais motivos ainda para se acreditar que no futebol de hoje não dá para vencer apenas com magia ou tampouco só com força. A mescla desses dois ingredientes é necessária.

Resumindo, a grande ironia é que fatalmente, um seleto com a defesa brasileira e um ataque argentino, ganharia a Copa com o pé nas costas. Por incrível que pareça!

Felipe Reis

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Maradona: acima do bem e do mal


Apesar da sofrida classificação em 4° lugar para a Copa de 2010 da Seleção Argentina sob seu comando, Maradona não quis nem pensar em "descer do salto". Após a vitória sobre o Uruguai em Montevidéu, o polêmico ex-jogador e agora técnico não poupou palavras para responder aos seus críticos da imprensa portenã.

Ao meu ver, a culpa dessa arrogância toda é do próprio povo argentino que trata "el pibe" como um rei ou até mesmo um Deus. Nem mesmo o péssimo resultado como os 6 x 1 diante da Bolívia em La Paz e a desastrosa derrota por 3 x 1 para o Brasil em Rosário fizeram o treinador enxergar uma parcela de culpa em seu trabalho.

É notável um certo receio por parte dos jornalistas em questionar o herói argentino na copa de 1986. O que me faz pensar é que por lá devem achar que qualquer nota ou reportagem falando algo negativo sobre Maradona soaria como ingratidão à ele. Não é bem assim que deve ser. O que passou, passou. Agora o ex-camisa 10 é comandante de uma grande potência mundial e precisa estar preparado para receber elogios e críticas.

Se sua permanência durar até a copa, a que nível poderia chegar a petulância de "Dieguito" em um eventual título mundial da Argentina na África do sul?

Felipe Reis