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domingo, 21 de agosto de 2011

Rumo ao anonimato


A provável ida do camaronês Samuel Eto'o para o Anzhi Makhachkala dá vida a uma indagação em todos que admiram o craque: o que um jogador como ele, ainda em condições de ganhar títulos por grandes clubes europeus, faria em um lugar tão distante do centro futebolístico do velho continente como o Daguestão, uma república separatista da Rússia?

A resposta está apenas na quantia milionária que o africano receberá, cerca de 20 milhões de euros anuais. Nada mais explica tal mudança. E nem precisa, né?

Agora pergunto, será que vale a pena esse dinheiro todo em troca de um ostracismo em um campeonato de terceira categoria, constantes dores de cabeças que terá com os torcedores racistas de seu futuro clube e baixas temperaturas que enfrentará durante quase o ano todo?

Um atleta já consagrado, milionário e ainda útil a uma equipe como a Internazionale de Milão, não necessita mais de desafios extra-campo como estes citados acima. Ou seja, isso é mais uma prova que hoje em dia, a grana dita as regras.

Felipe Reis

sábado, 29 de maio de 2010

Vaidade em primeiro lugar


A discussão pública do momento entre Samuel Eto'o e Roger Milla, dois ídolos de duas gerações diferentes do futebol camaronês, me faz ter a certeza que ambos querem se promover mais do que a participação dos leões na Copa.

Essa desavença me mostra também que em todo lugar é igual: é muito mais fácil você ver ícones de dois períodos diferentes brigarem do que serem aliados para algum benefício do esporte que lhe colocaram nesse patamar.

Foi assim com Zico e Romário, Oscar Schmidt e os integrantes da geração de ouro dos anos 60, Pelé e Maradona e tantos outros que depositam em uma guerra de palavras, o poder de mudar a opinião do povo.

No subconsciente de cada um deve haver a seguinte afirmação "Eu fui melhor" e apesar de todo o talento que tiveram, parece que não sabem que isso não fará decidir a preferência das pessoas.

Somente o encanto do que fizeram, dados e números poderão responder essa questão e para falar a verdade, isso é o de menos. O que importa é que cada ídolo teve o seu valor e influência em sua época de destaque.

Felipe Reis

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Comparações à parte, o dia foi deles...


As torcidas de Flamengo e Palmeiras adoram falar e cantar ironicamente que Obina é melhor que Eto'o. Independente disso, o fato é que ambos foram essenciais nas goleadas que seus clubes impuseram aos adversários nessa quinta-feira (29/10) que passou.

O baiano arrebentou contra o Goiás marcando três dos 4 gols que o Palmeiras anotou contra o time de goiânia. Com o resultado, a equipe do Palestra reassumiu a liderança após tê-la perdido temporariamente para o São Paulo, já que estava com um jogo a menos do que o tricolor.

Com essa boa atuação, Obina chega aos 12 gols em 22 jogos pelo porco, atingindo uma média de 0,54% gols por partida. Para quem é considerado "medíocre", até que não está mal. Vejo-o longe disso, acho um atacante que precisa estar com a auto-estima levantada para conseguir produzir seu futebol.

Já o camaronês Eto'o que hoje defende a Inter, assinalou dois tentos contra o Palermo em uma disputa cheia de gols que terminou em 5 a 3 a favor do time milanista. O jogo foi válido pela 10° rodada do campeonato Italiano.

O ex-jogador do barça e que agora tenta o mesmo sucesso em Milão tem até o momento 9 partidas pelo seu novo clube, marcando em 5 ocasiões. Uma média de 0,55% gols por jogo. Um número considerável para quem se espera tanto na Itália.

E agora, quem é melhor?

Felipe Reis