quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pura ilusão


Desde já manifesto minha contrariedade quanto à vinda de Riquelme para o Corinthians. Além de inflacionar o mercado com seu alto salário, não é certo que o craque argentino vá produzir o que já realizou em anos anteriores.

Em baixa com o Boca Jrs. e também longe da Seleção Argentina, não consigo enxergar uma motivação especial para fazer Riquelme jogar com vontade por aqui. Ainda digo mais, em uma suposta final, semi-final ou qualquer que seja a fase da Libertadores e o timão estiver jogando contra sua equipe de coração, eu duvido que ele não faça "corpo mole" em benefício de seus compatriotas. Há de se pensar nisso.

É histórico dentro da competição sul-americana, um time repleto de estrelas não conseguir nada. A diretoria do Corinthians ainda não aprendeu que para ganhar um torneio desses é preciso muito mais do que um elenco recheado de medalhões.

Além do astro hermano, especula-se Roberto Carlos para a lateral esquerda. Aí sim a vaca vai para o brejo. Haja visto que nem durante a Copa de 2006 concentrados em um vilarejo pacífico, Roberto Carlos e Ronaldo juntos foram politicamente corretos e o resultado acabou sendo desastroso, agora imagine os dois jogando na mesma equipe de uma das cidades com a melhor vida noturna do mundo.

Felipe Reis

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A lista dos baixinhos com duas "baixas" graves


O Jornal inglês "The Sun" publicou essa semana uma lista dos 10 melhores baixinhos do futebol mundial em todos os tempos e cometeu uma gafe absurda deixando de fora dois mitos da bola: Romário e Puskas.

Segundo o tablóide, a classificação é a seguinte:

1º Maradona (ARG), 2º Messi (ARG), 3º Zico (BRA), 4º Zola (ITA), 5º Littbarski (ALE), 6º Ardilles (ARG), 7º Roberto Carlos (BRA), 8º Gemmil (ESC), 9º Juninho Paulista (BRA), 10º Arshavin (RUS).

Bom, dá para notar que alguns desses jogadores estão nessa lista por méritos próprios. É o caso de Maradona, Zico, Roberto Carlos, Littbarski e Messi. Já outros nomes aparecem por terem mantido alguma relação, mesmo que mínima, com o futebol britânico.

O que não dá para entender é como foram esquecer de dois espetaculares gênios. Romário e Puskas estariam em qualquer lista dos melhores, seja ela dos baixos, dos altos, dos bonitos, dos feios e por assim vai.

Eu não vi o húngaro jogar e admito que estou citando o nome dele apenas por ter lido em outras matérias pela internet a mesma indagação sobre sua falta. Agora sobre a ausência de Romário, me sinto seguro para escrever que essa lista não vale absolutamente nada. Sem mais!!!

Felipe Reis

domingo, 8 de novembro de 2009

Eu já vi esse filme antes...


O desfecho da 34°rodada neste domingo (08/11) serviu para me mostrar que realmente o São Paulo não é só um time de chegada, mas também de sorte. Não venho aqui tirar os méritos de um clube que é o atual tri-campeão do Brasileirão, mas chega a ser ironico como os resultados colaboraram para que o time comandado por Ricardo Gomes fosse o novo líder da competição.

No Mineirão, o Atlético se mostrou inoperante em situações de pressão e perdeu por 3 a 1 para um Flamengo que chega cada vez com mais sede ao pote querendo ser campeão. O rubro-negro já é o terceiro colocado do campeonato, ultrapassando a própria equipe mineira e está somente dois pontos atrás do atual líder São Paulo. O equilíbrio é tanto, que se o placar fosse invertido, o Galo estaria na ponta da tabela.

Outro resultado que colaborou para a manutenção da primeira posição do tricolor foi o jogo do Maracanã entre Palmeiras e Fluminense. Após 19 rodadas comandando a classificação, o time de Muricy Ramalho voltará para capital paulista com o amargo segundo lugar. O alviverde foi derrotado por um a zero pela equipe carioca e agora terá quatro jogos para recuperar seu posto e conquistar o título.

É, parece que o protagonista será o mesmo de três anos para cá. O que mudou foram os coadjuvantes. Dá para crer que o final vai ser exatamente esse de novo?!

Outros resultados da rodada:

São Paulo 1 x 1 Grêmio
Santos 3 x 1 Náutico
Vitória 0 x 1 Avaí
Sport 2 x 3 Cruzeiro
Corinthians 2 x 0 Santo André
Grêmio Barueri 1 x 1 Internacional
Atlético-PR 2 x 0 Goiás
Botafogo 2 x 0 Coritiba

Felipe Reis

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Que fase hein!? Love


Já que está difícil balançar as redes, Vagner Love decidiu inovar. Sem marcar gols há 5 partidas, o atacante palmeirense surpreendeu a todos e apareceu sem suas famosas tranças no treino desta sexta-feira (6/11). A mudança drástica não deve ter vida longa, já que Vagner promete voltar ao seu visual mais conhecido no jogo de domingo contra o Fluminense.

Acho que ele deveria manter esse corte até o fim do campeonato, quem sabe acaba assustando os zagueiros com essa nova e "bela" aparência e retorne a fazer seus gols que nessa reta final do Brasileirão serão mais do que necessários?

Felipe Reis

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gigantes pela própria natureza


Eu estava pensando esses dias nos ídolos que tiveram suas carreiras prejudicadas por lesões durante algum campeonato importante, erros próprios como prisões ou suspensões por dopping e também interrompidas por fatalidades, mas que nem assim deixaram de se tornar lendas dentro do esporte. Vou citar alguns aqui:

Mike Tyson - O demolidor dos ringues nos anos 80 até hoje é considerado um mito no Boxe, porém sua carreira foi manchada pela prisão que lhe foi concedida em 1992 após ser acusado de estupro. Depois de cumprir metade da pena de 6 anos por boa conduta, Tyson voltou aos combates, mas sua forma nunca mais foi a mesma.

Ayrton Senna - O excepcional piloto de fórmula 1, ainda visto por muitos como um dos maiores pilotos de todos os tempos, teve sua carreira obstruída por um acidente fatal que lhe tirou a vida aos 35 anos. Mesmo com idade avançada, acreditava-se que Senna poderia ganhar mais um ou dois títulos mundiais, já que era seu primeiro ano de Williams, a melhor equipe da época até então.

Magic Johnson - Lenda do basquete mundial e cinco vezes campeão da NBA, Magic teve sua carreira abreviada por descobrir ser portador do vírus HIV em 1991 com apenas 32 anos de idade. Ainda assim nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 92, o eterno camisa 32 dos Lakers brilhou com o Dream Team norte-americano em sua última aparição oficial nas quadras.

Gustavo Kuerten - Tri-campeão de Roland Garros, o manézinho da ilha teve sua trajetória atrapalhada pela contusão no quadril que não lhe deixava jogar com a mesma eficiência de seus bons tempos. Por não conseguir achar um tratamento ideal para a lesão após inúmeras tentativas, Kuerten se viu obrigado a deixar o tênis com apenas 31 anos de idade.

Martina Hingis - Quando surgiu nas quadras de tênis em 1994 com apenas 14 anos, a então jovem suiça assombrou os adversários com seu talento precoce. Aos 16, Martina já era a número 1 do mundo, conseguindo manter essa posição até os 20. Estranhamente, aos 22 anos, a tenista resolve abandonar o esporte alegando seguidas contusões no tornozelo e não ter disposição para tentar curá-las. Em 2007, já com 26 anos, Hingis tentou um retorno, mas que novamente foi interrompido por um exame antidopping, no qual acusou uso de cocaína. A jogadora negou o veredito, mas se declarou sem motivação para se defender da pena imposta e resolveu por fim em sua brilhante trajetória.

Monica Selles - Considerada uma das maiores tenistas dos anos 90, a sérvia estava no auge e dominando o cenário mundial quando foi vítima de um esfaqueamento por um fanático torcedor da alemã Stefi Grafi, sua principal rival na época. Após o incidente em 1993, Monica sofreu de depressão e bulimia, o que atrasou seu retorno às quadras. Ainda chegou a vencer o Aberto da Austrália em 1996, mas nunca mais conseguiu jogar no mesmo nível.

Ronaldo - Que Ronaldo é um grande atacante, ninguém duvida. Embora eu não seja um grande fã do jogador, devo admitir que suas três operações no joelho possam tê-lo deixado bem além do que seria capaz. Hoje o fenômeno ainda brilha nos gramados, mas vem sempre lutando contra a balança e também seguidas contusões musculares possivelmente decorrentes dessas sérias lesões.

Romário - O herói do tetra em 94 poderia ser ainda maior se não fosse o estranho corte em 1998 e o "não" à sua convocação imposto por Felipão para a copa de 2002. O treinador o acusou de um ato indisciplinar, no qual o gênio da grande área jura inocência. Ninguém lembra que Romário fez parte também da pífia seleção de 1990, mas contundido, foi pouco utilizado por Lazaroni. Eu arriscaria dizer que se o eterno camisa 11 da seleção estivesse bem em 90 e 98, o Brasil teria um final bem mais feliz nas copas desses respectivos anos.

Pelé - É até estranho citar o rei do futebol nesse artigo, já que o atleta do século ganhou todos os títulos possíveis e imagináveis dentro de uma carreira primorosa. No entanto, Pelé poderia ter tido melhor sorte na Copa de 66, quando disputou a competição machucado e não conseguiu levar a seleção ao título. Com certeza, com ele inteiro, o desfecho do torneio seria outro.

Maradona - O mito argentino poderia ter tido uma trajetória de sucesso ainda maior do que obteve em 21 anos dentro de campo. Seus constantes atos de indisciplina e suspensões por dopping o impediram de ser também um exemplo para todos aqueles que o admiravam, além de cortá-lo de uma copa (1994 nos EUA), onde a argentina era uma das favoritas por conta justamente de sua presença.

Ian Thorpe - Detentor de 9 medalhas olímpicas (5 de ouro, 3 de prata e 1 de bronze), o torpedo australiano resolveu se aposentar com apenas 24 anos, alegando desgaste pelo ritmo cruel de treinos. Outro fator que o impediu de continuar nadando foi a motivação para se recuperar de alguns contratempos como uma fratura na mão, uma febre glandular e bronquite.

Felipe Reis

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Neymar: futuro craque ou eterna promessa?


Em março desse ano, quando estreou entre os profissionais, Neymar já era considerado estrela por estar sempre adiantado e ser precoce técnicamente em relação aos outros jogadores de sua idade nas divisões de base.

Oito meses depois, já com 43 jogos pelo Santos e apenas 8 gols marcados, o jovem talento ainda oscila boas partidas com atuações pífias. Isso leva muitos a acreditarem que ele não está pronto para carregar tanta responsabilidade dentro de um time tão grande, onde um dia atuou o rei do futebol.

É nítido que o atual camisa 7 do peixe precisa ser ainda mais mimado por parte da torcida e companheiros de equipe, mesmo com todos sabendo que talvez ele tenha sido um dos jogadores mais ovacionados da história, antes de virar profissional. Uma prova disso é que ainda amador, Neymar já recebia a quantia mensal de R$ 16 mil, hoje o atleta recebe R$ 80 mil por mês.

Na minha visão, a pior coisa para o garoto são as comparações com Robinho, já que o ex-jogador do Santos teve um surgimento no futebol muito parecido com o seu. É inegável que ele tenha talento, basta esperar para ver se conseguirá utilizá-lo durante a sua carreira. Para que isso aconteça, será necessário ter bons profissionais por trás dessa trajetória, que o impeçam de ser um novo "Denílson" dos gramados.

Resumindo, o fato é que até agora permanece o mistério se Neymar será uma grande fera com talento refinado e raro ou apenas mais um que irá rodar e sumir pelo extenso mapa do futebol. É uma incógnita que até mesmo os maiores especialistas da bola não sabem responder. Você sabe?

Felipe Reis

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

25 coisas para um verdadeiro torcedor fazer


Essa matéria eu li no Terra.com e resolvi colocar aqui como uma curiosidade. São as 25 coisas que um assíduo adorador de futebol deve fazer antes de morrer. Confiram:

Para um fã moderado:

- Visitar Pelotas em dia de clássico Bra-Pel.
- Ir ao Mineirão e degustar um tropeiro.
- Passar pelo Viajandão e ver Romário, Edmundo ou Renato Gaúcho jogando futevôlei.
- Frequentar o Canindé em dia de Festa Junina da Portuguesa.
- Conversar sobre o passado com o jornalista Luiz Mendes.
- Entoar o hino cômico do XV de Piracicaba.
- Se infiltrar na Turma do Amendoim no Palestra Itália.
- Frequentar o Museu do Futebol no Pacaembu.

Para um fã médio:

- Pegar condução lotada com torcedores de seu time.
- Pegar condução lotada com torcedores de outro time.
- Assistir a um jogo grudado no alambrado e xingar o bandeirinha por todo o tempo.
- Vestir uma máscara ou fantasia nas arquibancadas do Maracanã.
- Jogar pó de arroz com a torcida do Fluminense.
- Comprar sua própria corneta e assoprá-la durante um jogo no Machadão.
- Acompanhar a torcida do Sport em um "cazá cazá".
- Ir até Caxias do Sul e assistir a um jogo do Juventude no meio da neblina.

Para um completamente fanático:

- Acompanhar a geral do Grêmio e descer as arquibancadas correndo depois de um gol.
- Completar um álbum de figurinhas de futebol sem fazer encomendas pelo correio.
- Subir o túnel de acesso ao gramado antes de um grande clássico com os jogadores do seu time.
- Ser coberto por um bandeirão de torcida organizada.
- Cortar o cabelo na barbearia do Seu Didi, cabelereiro do Pelé.
- Subir em uma árvore, laje, morro ou prédio e ver um jogo qualquer de forma "clandestina".
- Conhecer o time de índios que disputa a segunda divisão do Campeonato Paraense.
- Viajar no mesmo avião em que estão os jogadores de seu time

E agora? Resta saber em qual tipo de torcedor você se encaixa para tentar realizar alguma dessas missões.

Felipe Reis