segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Quanto exagero!


Como todos já sabem, o Palmeiras trouxe novamente o chileno Valdívia com a esperança de apagar os maus resultados dos últimos tempos. A volta do "El Mago" é vista, para muitos torcedores, como um possível divisor de águas no alviverde. Vamos parar com isso, né?

Valdívia não passa de um jogador comum que foi importante em um título de Campeonato Paulista, o único do clube no século.

A escassez de ídolos recentes, induz de forma silenciosa a diretoria palestrina a querer forçar a barra fazendo o atleta parecer um novo Ademir da Guia, Edmundo, Djalminha ou Alex. Nomes estes, que realmente marcaram época nesses 96 anos de instituição.

Por isso, eu digo: palmeirenses, não se enganem, vocês merecem muito mais do que um simples meio-campista chileno que nem titular em sua seleção é.

Felipe Reis

sábado, 24 de julho de 2010

A seleção é do Mano

Mano tentará recuperar o orgulho da camisa amarela
A CBF preferiu dar continuidade à linha sulista de muito trabalho e seriedade e optou por Mano Menezes para ser o novo técnico da seleção brasileira.

Apesar de ter sido um crítico assíduo do treinador gaúcho no últimos tempos, acredito que a escolha foi correta por parte da entidade. Mano tem todo o perfil de um vencedor e seu currículo mostra isso.

É claro que o momento seria de Muricy Ramalho, atual técnico do Fluminense. No entanto, com o veto do time carioca em ceder seu comandante, Mano Menezes é sim a melhor opção no mercado.

O problema é que o povo brasileiro caminha de mãos dadas com a impaciência. Qualquer fracasso em uma Copa América ou até mesmo Olimpíadas, pode fazer dele um simples tapa-buraco para o Mundial de 2014. É esperar para ver!

Felipe Reis

domingo, 11 de julho de 2010

Uma geração furiosa


A Espanha é a nova campeã mundial de futebol e nada mais justo para coroar uma geração tão talentosa como esta. Acredito que se perdesse tal oportunidade, fatalmente demoraria uma outra vida para conseguir a proeza máxima do esporte mais popular do planeta.

Não é todo dia que um seleto pode reunir jogadores como Xavi, Iniesta, David Villa, Fernando Torres e Pedro. Sem contar com o setor defensivo, que foi essencial durante a trilha percorrida durante a competição. Cassilas, Puyol, Sérgio Ramos e Pique formaram uma barreira monstruosa contra os adversários.

Elogios à parte, minha visão é clara e nítida de que apesar de tanto talento em um time só, o ponto forte era mesmo o entrosamento. A base da seleção espanhola vinha de dois dos maiores clubes do mundo. Para se ter uma idéia, na escalação que começou a final contra a holanda, 10 dos 11 jogadores pertenciam ao Barcelona ou Real Madrid.

Cheguei a duvidar da Espanha, achando que era uma equipe de muito toque de lado e pouca criação, e realmente foi. Tanto que se tornou a campeã do mundo com menos gols na história. No entanto, isso não impede de dizer que foi merecido.

Enfim, deixo aqui meus parabéns aos espanhóis, mas faço uma observação negativa deles dentro de campo. Devido a conflitos étnicos, que admito desconhecer por completo, os atletas se limitavam a cantar o hino, quando este era tocado. Triste, talvez nem todos estejam felizes por lá.

Felipe Reis

sábado, 3 de julho de 2010

Era uma vez...


Dentro de campo, eles conseguiram sucesso. No entanto, como treinadores ficaram longe de obterem o mesmo êxito de tempos atrás.

Maradona e Dunga pagaram pelos pecados cometidos na preparação de seus respectivos atletas. O argentino tentou dar liberdade aos jogadores e acabou montando um esquema para sua seleção jogar bonito, não deu certo. O futebol também precisa de marcação.

Por sua vez e simbolizando muito bem o outro lado da moeda, Dunga fez de seus comandados, uma espécie de batalhão de soldados preparados para o combate. Até demais!

Era notável o nervosismo da equipe mesmo em partidas consideradas fáceis. O talento era escasso.

Brasil e Argentina deram mais motivos ainda para se acreditar que no futebol de hoje não dá para vencer apenas com magia ou tampouco só com força. A mescla desses dois ingredientes é necessária.

Resumindo, a grande ironia é que fatalmente, um seleto com a defesa brasileira e um ataque argentino, ganharia a Copa com o pé nas costas. Por incrível que pareça!

Felipe Reis

domingo, 27 de junho de 2010

Falha no engano


Os jogos de hoje pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo tinham tudo para acabar e logo em seguida, a gente comentar sobre os grandes lances ou gols que ocorreriam nessas partidas. Realmente isso ocorreu.

No entanto, o destaque sempre será para os erros nítidos de árbitros ou auxiliares que talvez tenham decidido o rumo da competição. No duelo entre Alemanha e Inglaterra, a bola chutada por Lampard que entrou e não foi validada ficará marcada pela imensa ironia do destino, já que o inverso aconteceu em 1966 beneficiando o time da rainha contra a mesma seleção alemã. Na época a bola não entrou e o gol foi assinalado.

Aí então veio o confronto entre Argentina e México. A partida estava disputada até Tevez marcar um gol em posição de claro impedimento. A disputa mudou, os jogadores mexicanos desanimaram e o rumo foi outro. Triste fim para uma seleção esforçada.

Agora o que eu me pergunto é: como uma Copa do Mundo pode permitir a ausência de recursos eletrônicos em decisões tão importantes? Não sei e isso não tem resposta. Deveria ter.

Felipe Reis

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A última chance


A contratação de Luiz Felipe Scolari pelo Palmeiras pode ser a última cartada para o clube conseguir consertar todos os erros dos últimos anos.

A chegada do técnico pentacampeão mantém a esperança do time em poder buscar algum título importante nesse século.

Após as tentativas com Luxemburgo e Muricy, Felipão é outro treinador gabaritado que terá essa difícil missão.

Não acredito que ele fará milagre com o elenco que terá em mãos. No entanto, retiro a candidatura do alviverde a uma das vagas do rebaixamento para a série B de 2011.

Independente de seu desempenho no comando do Palmeiras, o retorno de Luiz Felipe é uma grande vitória do futebol brasileiro, uma vez que ganharemos mais um forte personagem que atrairá público aos estádios do país.

Felipe Reis

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Algo que não se esquece


Mais uma Copa do Mundo chegou. Ela é tão influente em nosso cotidiano, que muitos a usam como crônometro biológico. Eu por exemplo, tenho sete Copas de vida e inúmeras lembranças de pelo menos cinco delas para contar.

Dos Mundiais de 82 e 86 nada posso citar, era muito novo. Minhas primeiras imagens na cabeça quando se trata de Copa do Mundo, vem de 1990. Dali, lembro que meu coração era dividido entre Brasil e Argentina e isso tinha uma culpada: minha idolatria por Maradona.

Me recordo que logo no primeiro jogo, pude assistir uma grande zebra que até hoje é comentada: a desconhecida seleção de Camarões batendo a mesma Argentina pelo qual eu também torcia por 1 a 0. Maradona nada pôde fazer.

Esse mesmo placar foi o suficiente para nos fazer voltar para casa nas oitavas-de-final. O responsável por isso: A Argentina de Maradona. Não fiquei tão triste, já que sabia que continuaria a assistir o baixinho jogando.

Por mais que Dieguito fosse o maior talento da época, ele não conseguiu impedir sua seleção de perder a final para a poderosa Alemanha de Lothar Matthaus, Jurgen Klissman, Andreas Brehme e Rudi Voller. O placar? 1 a 0. Era o tri campeonato alemão. Algo que os hermanos queriam também e não conseguiram.

Quatro anos mais tarde vem o Mundial dos EUA e minhas lembranças são ainda mais fortes. Foi a Copa de Romário e eu como fã incondicional do atacante, não poderia deixar de escrever isso.

Muitas cenas aparecem na minha mente e me emocionam até hoje. A comemoração de Bebeto no jogo contra a Holanda, o erro de Baggio no penalty decisivo e Dunga levantando a taça enquanto eu, ainda menino, chorando por não saber direito como comemorar um título de Copa, são imagens que morrerão comigo.

De 1998, na Copa da França, também tenho recordações, mas particularmente não me entusiasmo quando falo desse Mundial. O que eu posso dizer é que na final diante da seleção anfitriã, o Brasil foi um time sem emoção alguma e o resultado não poderia ser diferente: 3 a 0, fora o baile de Zidane, que na época estava despontando para o planeta.

Já o Mundial da Ásia, quatro anos depois, foi uma Copa incômoda para mim. Eu que adoro dormir, odiava ter que acordar pela madrugada para assistir os jogos. No entanto, a paixão pelo futebol falava mais alto.

Valeu a pena perder horas de sono para ver a Argentina ser eliminada na primeira fase e testemunhar o Brasil ganhar o pentacampeonato. Novamente eu chorei, e o protagonista dessa vez foi Ronaldo, autor de 8 gols. Mesmo eu sendo um crítico assíduo desse atleta, pelo menos nisso tenho que me render a ele.

Infelizmente em 2006, no Mundial da Alemanha, eu estava morando fora e trabalhando muito, mas ainda assim tenho muitas imagens na cabeça, por ser algo muito recente. Minha principal análise de quatro anos atrás é ver que no futebol, o Brasil é extremamente respeitado e idolatrado por torcedores de outros países.

A péssima coincidência é que mais uma vez a França foi o nosso algoz, dessa vez nas quartas-de-final. Eu não acreditava que uma equipe com Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano, Ronaldo, Roberto Carlos, Robinho e outros mais, poderia estar fora tão precocemente de uma Copa do Mundo.

O que se ouvia dizer, mas que não posso avaliar, é que a preparação do grupo "galático" na época foi envolto em folias e farras mesmo dentro da concentração. Receita ideal para o fracasso.

Bom, chegamos em 2010. Espero ter lembranças tão boas como tive em 1994 e 2002 e que eu possa novamente chorar. A cada quatro anos, falo para mim mesmo que não vou torcer, mas no final acabo me entregando. Não tem como ser alheio à emoções quando o assunto é futebol em Copa.

É claro que tenho muito mais recordações sobre esse assunto, mas se for escrever tudo aqui, precisaria de um espaço triplicado. A Copa do Mundo nos remete a isso: criar flashs inesquecíveis que nunca se apagarão de nossa memória.

Felipe Reis