quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Curta na tela


Para quem se interessa por jornalismo esportivo e pretende ser um profissional desta área, aqui vai uma ótima dica de uma trama que relata com seriedade o cotidiano deste trabalho que visa sempre a notícia em primeiro lugar. É o filme O Resgate de um campeão.

A história começa quando um jornalista (Josh Hartnett) salva um morador de rua (Samuel L. Jackson) e após conhecê-lo melhor, passa a acreditar que o sem-teto seja um ex-campeão de boxe. Surge então, a grande oportunidade de uma matéria que certamente dará novos rumos à sua carreira. Tudo vai bem, até que uma inesperada revelação abala sua vida pessoal e profissional.

Vale a pena assistir o filme! Não é à toa que até escapei "um pouco" da proposta que o blog possui.

Felipe Reis

O emprego amaldiçoado


A nova derrota da seleção brasileira, dessa vez em um amistoso diante da Alemanha, fez reacender um antigo clichê futebolístico: culpar somente o treinador.

É muito mais cômodo para o torcedor ou até mesmo para a imprensa, fazer do técnico o alvo principal no caso de um possível fracasso do escrete verde e amarelo.

Basta pensar que nos últimos 25 anos não houve um treinador que ficou imúne a críticas durante sua trajetória como comandante da seleção. Indo mais além, faço aqui a seguinte indagação: com exceção à Felipão em 2002, qual o técnico que deixou ileso, esse cargo tão árduo?

Temos que lembrar que o gaúcho contou com uma grande parcela de sorte na Copa de 2002 e que em 2001 perdeu uma Copa América de maneira vergonhosa e naquele mesmo ano, durante as Eliminatórias, encontrou extremas dificuldades para achar uma equipe com um material humano muito mais qualitativo do que temos hoje.

Enfim, respondendo a questão, citarei aqui técnicos que antes de serem responsáveis pela seleção, eram louvados e endeusados por torcedores mais fanáticos, mas que após assumirem tal cargo, viraram uma espécie de "Boneco de Judas" pendurados em um poste de praça pública.

Evaristo de Macedo, Telê Santana, Carlos Alberto Silva, Sebastião Lazaroni, Paulo Roberto Falcão, Carlos Alberto Parreira (saiu como herói em 1994, mas vilão em 2006), Zagallo, Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão e Dunga poderiam explicar melhor o que sentiram na pele ao serem apedrejados diariamente.

O fato é que, errando ou acertando, Mano Menezes é apenas mais um que será cobrado e questionado enquanto estiver com a "batata quente" nas mãos. A opinião pública é acomodada em criticar apenas um treinador que não a satisfaz em uma eventual convocação ou o jogador que falha em determinado lance de uma partida.

O torcedor brasileiro se acostumou em achar que o nosso futebol é o número 1 do mundo e que para vencer a todos basta escalar o atleta que ele acredita ser craque. A receita não é mais essa. Outros evoluíram e nossa safra não é boa. Tenho a sensação, que o povo tem mais dificuldade de assumir tal fato do que teria para confessar um crime.

Deixo claro que não sou um defensor de Mano Menezes, mas sim um crítico do sistema que a CBF utiliza em relação ao cargo de técnico da seleção brasileira. Não basta simplesmente "renovar um ciclo" após uma Copa perdida. Tem que haver continuidade. É ela que constrói o conjunto e é o conjunto que constrói vitórias. Dois exemplos bem sucedidos desse argumento vem do mesmo país. A seleção da Espanha e o time do Barcelona, hoje, são o que são devido a esse método de trabalho.

Felipe Reis

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Você não lembra, mas aconteceu

Esse quadro traz fatos que aconteceram dentro do futebol mundial, no qual o torcedor apagou da memória ou sequer tomou conhecimento algum dia.



1- Baltazar é o maior artilheiro brasileiro em uma edição do Campeonato Espanhol com 35 gols feitos. A proeza que ocorreu na temporada 1988/1989 lhe rendeu uma participação na campanha vitoriosa da seleção brasileira na Copa América logo depois.



2- O holandês Clarence Seedorf é o único jogador a ser tricampeão da Champions League por três equipes diferentes. Isso ocorreu com o Ajax na temporada 1994/1995, Real Madrid em 1997/1998 e Milan em 2002/2003. Em 2006/2007 o meia faturou seu tetracampeonato, mas jogando também pelo Milan.



3- O francês Thierry Henry é o maior artilheiro da história do Arsenal marcando um total de 226 gols em todas as competições que disputou com a camisa do time londrino.



4- Apesar da Copa do Mundo de 1970 ter sido marcada pela atuação de uma seleção brasileira cheia de estrelas como Pelé, Rivelino Tostão e Jairzinho, foi o alemão Gerd Muller que ficou com a artilharia indo às redes por 10 vezes durante a competição.



5- Além de conquistarem uma Copa do Mundo com a seleção brasileira e ocasionalmente formarem duplas entre si, Bebeto, Romário e Ronaldo foram também artilheiros da Liga Espanhola. Bebeto conseguiu o feito pelo La Corunã na temporada 1992/1993 com 29 gols, enquanto Romário foi o goleador do campeonato com 30 gols defendendo o Barcelona. Já Ronaldo foi mais longe e realizou a façanha também pelo time catalão em 1996/1997 com 34 gols e pelo rival Real Madrid em 2002/2003 com 24 gols.



6- Quatro brasileiros já foram artilheiros da Bundesliga em toda a história da competição alemã. Amoroso com 18 gols na temporada 2001/2002 jogando pelo Borussia Dortmund, Élber com 21 gols pelo Bayern de Munique na temporada 2002/2003, Aílton com 28 gols pelo Werder Bremen na temporada 2003/2004 e por último Grafite, que marcou os mesmos 28 gols pelo Wolfsburg na temporada 2008/2009.



7- Maradona, Taffarel, Dida, Jorginho, Dunga, Bebeto, Muller, Casillas e Xavi fazem parte de um seleto hall de jogadores que foram campeões do Mundial sub-20 e também da Copa do Mundo por suas seleções principais.



8- Diego Maradona foi pego no doping pela primeira vez no dia 29 de março de 1991. O exame realizado após uma partida do Napoli, acusou o uso de cocaína pelo jogador. Devido a isso, Maradona foi expulso do clube italiano e levou uma punição de 15 meses imposta pela FIFA.



9-Em toda história do confronto, Santos e Corinthians só passaram em branco no placar da Vila Belmiro por quatro oportunidades. Isso aconteceu em 1914, 1939, 1976 e agora, em 2011.



10- Antes de ser eleito o melhor jogador do mundo por três anos consecutivos, Lionel Messi já havia ficado com a segunda colocação por duas temporadas seguidas. Outros jogadores que "bateram na trave" por duas vezes na premiação individual mais valorosa do futebol foram Thierry Henry, Hristo Stoichkov e David Beckham.



Felipe Reis

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

É pegar ou largar


Em uma época onde os chamados jogadores híbridos (que atacam e defendem com a mesma eficiência) estão ganhando notoriedade a cada dia que passa, a CBF pode deixar escapar uma excelente peça para constituir sua seleção futuramente.

Trata-se de Thiago Alcântara. Um atleta, que apesar de ser filho do ex-lateral Mazinho e ter nascido na Itália quando o pai atuava por lá, provavelmente ignorará a cidadania brasileira e defenderá as cores da Espanha, já que possui extrema identificação com o país por jogar no Barcelona desde os seus 14 anos.

No entanto, caso tenha interesse, a Confederação Brasileira de Futebol pode reverter esse quadro e seria muito bom se pelo menos a entidade tentasse convencer o meia a vestir a tradicional camisa amarela.

Mesmo que tal possibilidade seja remota, uma vez que Thiago foi campeão da Euro Sub-17 pela seleção espanhola em 2008 e três anos depois conseguiu feito igual com a seleção sub-21, é possível crer que o jovem ainda possa ser um dos nossos.

Essa esperança deve-se ao fato de que o jogador ainda não disputou nenhuma partida oficial com o escrete principal da La Furia.

Devido a isso, nossos dirigentes e Mano Menezes tem até o dia 6 de setembro (nesta data a Espanha iniciará as eliminatórias da Eurocopa 2012 contra Liechtenstein) para, no mínimo, avaliar se é ou não, necessário o talento desse atleta defendendo o Brasil.

Eu diria que sim, e você?

Felipe Reis.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Falou e disse, Luis!


Ao ler o livro Time dos sonhos - paixão, poesia e futebol de Luis Fernando Veríssimo, me deparei com um capítulo interessante retratado pelo autor, no qual ele alerta, de forma um tanto que poética, sobre a necessidade no futebol atual, do surgimento do jogador precoce e que tem como consequência uma possível decadência ainda cedo deste atleta. Aqui vai o trecho a que me refiro e assino embaixo.


NOVILHOS

"Durante muito tempo o Pelé de 58, campeão mundial com 17 anos foi um fenômeno único. Não apareceu outro Pelé no futebol brasileiro nos, o quê?, 40 anos seguintes. Porque o Pelé seria único com qualquer idade, mas também porque não havia muita necessidade de fenômenos precoces como ele. Hoje há.
Já ouvi compararem o nosso futebol à nossa pecuária, que vende o gado para corte com cada vez menos idade porque cresceu o mercado para carne de novilho, mas principalmente porque ficou caro demais esperar que o boi chegue à sua idade "normal" de abate. Sem meios para evitar que seus melhores jogadores partam para a Europa, ou para competir no mercado mundial de bons jogadores, o futebol brasileiro também estaria recorrendo aos seus novilhos. Investe-se na precocidade porque não há mais tempo e dinheiro para esperar que os projetos de Pelé amadureçam e apareçam. E o novo protótipo de jogador brasileiro é o menino que passa de "juvenil promissor" a revelação da semana sem qualquer estágio intermediário. Não é que a safra seja boa, se posso misturar as metáforas agropastoris, é que a crise está brava. Precocidade não é mais fenômeno, é ultimo recurso.
Antigamente se hesitava em lançar garotos bons entre os titulares para não "queimá-los". Além de não terem corpo para enfrentar os profissionais, eles não teriam estrutura psicológica para enfrentar o eventual fracasso. Na crise, não há mais lugar para esse tipo de escrúpulo, que também servia para proteger o emprego dos mais velhos. Pintou um bom recém-desmamado, está escalado. E, mesmo, como esta geração de meninos parece compensar o pouco físico com uma autoconfiança congênita e uma arrogância de top-models (que, com 17 anos, também já desfilam como se soubessem tudo da vida e do mundo), falta de experiência não significa mais nada. O que pode acontecer é o futebol se transformar numa atividade, como a natação e o tênis (e a de modelos), em que com vinte e poucos anos, a pessoa já começa a temer a decadência e a ser desafiada por novas crianças.
Agora, que é bom ver essa garotada jogar bola, é."


Luis Fernando Veríssimo

Você não lembra, mas aconteceu

Esse quadro do blog trará, através de informações e imagens, 21 fatos do futebol que pouca gente se recorda ou até mesmo soube algum dia.



1- A edição de 2006 da Taça Libertadores da América teve 14 artilheiros com 5 gols cada. Entre eles, 5 brasileiros aparecem na lista. Aloíso do São Paulo, Nilmar do Corinthians, Marcinho e Washington do Palmeiras e Fernandão do Internacional são esses goleadores.



2- Assim como em 5 finais disputadas com a camisa do Corinthians, Marcelinho Carioca foi decisivo também na última conquista carioca do Vasco da Gama em 2003. O Pé-de-anjo marcou um dos gols na vitória de 2 a 1 do time cruzmaltino sobre o Fluminense.



3- Dois anos após ser o algóz vascaíno ao marcar o gol inesquecível que deu o tricampeonato carioca para o Flamengo em 2001, o sérvio Petkovic fez parte e foi um dos mais importantes jogadores da campanha vitoriosa do time do alto da Colina no estadual de 2003.



4- Em 1997, Dodô fez 55 gols pelo São Paulo e tornou-se o maior artilheiro do clube em uma só temporada. Marca que ostenta até os dias de hoje.



5- Djalminha foi titular e um dos principais jogadores da campanha do único título espanhol conquistado pelo La Corunã. O craque disputou 31 partidas e anotou 10 gols na temporada 1999/2000.



6- Jardel é o único jogador que conseguiu a façanha de ser artilheiro dos dois torneios continentais mais cobiçados do planeta. Em 1995, após marcar 12 tentos, o atacante foi o goleador principal da Taça Libertadores da América jogando pelo Grêmio. Já na temporada 1999/2000, o cearense foi o artilheiro da Champions League anotando 10 gols com a camisa do Porto.



7- Apesar de rápida e não vitoriosa, a passagem de Edmundo pelo Corinthians foi marcante em termos de gols. O "Animal" foi às redes 33 vezes em 37 jogos disputados.



8- Mesmo considerado por muitos como o principal culpado da eliminação da seleção na Copa de 2010, Felipe Melo saiu do Mundial como detentor do melhor passe da competição com 97% de aproveitamento. O volante também fez parte daquele Cruzeiro supercampeão em 2003.



9- Com 8 gols assinalados, o holandês Ronald Koeman foi o único zagueiro da história que conseguiu a proeza de ser o artilheiro de uma edição da Champions League. Isso ocorreu na temporada 1993/1994.



10- Apesar de identificados com clubes rivais do Corinthians, em 2001 Muller e Paulo Nunes tentaram a sorte no time do Parque São Jorge. No entanto, ambos não obtiveram o mesmo sucesso que haviam conquistado anteriormente em outras equipes por onde passaram.



Na próxima edição do quadro, haverão mais fatos que estão enterrados ou desconhecidos na memória do torcedor.

Felipe Reis

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A velha história de sempre


A nova lesão de Deco, diagnosticada nesta quarta-feira e que o deixará fora das atividades por 30 dias, coloca em evidência uma grande dúvida quanto ao retorno de astros ao futebol brasileiro.

Essa é a sétima vez que o jogador do Fluminense ficará inapto para atuar desde que chegou ao tricolor e apesar da adoração que os torcedores tem pelo meia, a paciência deles vem se esgotando.

Com salários astronômicos e carregando grandes expectativas de trazer boa publicidade aos clubes contratantes, atletas como Ronaldo, Adriano, Luis Fabiano e o próprio Deco, chegam como verdadeiras celebridades e possíveis salvadores da pátria.

O fato é que não é bem isso que acontece. Todos esses nomes citados acima passaram (no caso do Ronaldo) ou tem passado a maior parte do tempo em salas de fisioterapia e pouco são aproveitados dentro de campo.

Basta tomar como exemplo as situações de Adriano e Luis Fabiano. Os craques foram contratados em março por Corinthians e São Paulo respectivamente e quase cinco meses depois, ainda não estrearam em seus times por voltarem contundidos ao país e se submeterem a intervenções cirúrgicas durante esse período.

Enfim, acreditando muito na existência do famoso "migué", seria leviano ou muito polêmico achar que isso pode ser um certo descaso desses jogadores já consagrados no Velho Continente? Provavelmente sim, uma vez que eles sabem que dificilmente suas imagens serão arranhadas enquanto forem "vítimas" da rotina de um atleta de alto nível.

Não é à toa que em uma recente entrevista, o meia Anderson do Manchester United afirmou que poderia voltar ao Grêmio em seu fim de carreira com o intuito de "enganar" um pouco. O pior é ouvir tal deboche e ter o conhecimento de que essa alegação passará despercebida após um ou dois bons jogos.

Certo mesmo fizeram Belleti e Juninho Pernambucano. O primeiro não enrolou e quando viu que realmente não renderia mais, abandonou o esporte que amava. Já o segundo, voltou ao país com a condição de ganhar somente o proporcional à sua produção. Grande atitude!

Felipe Reis