sexta-feira, 6 de julho de 2012

A invasão gringa em terras brasucas

Seedorf e Forlán: duas estrelas em gramados pelo Brasil
Clarence Seedorf e Diego Forlán são as mais novas (e possivelmente brilhantes) estrelas estrangeiras do nosso futebol. É neles que Botafogo e Internacional de Porto Alegre, respectivamente, irão apostar as fichas para a realização de uma grande campanha num Brasileirão já em andamento.

O meia holandês aterrisa no Brasil com um currículo que dispensa apresentações. Dono de um conhecimento fora do comum de tempo e espaço dentro de campo, Seedorf, já com 36 anos, é um veterano de guerra muito rodado e vencedor em todos os territórios que passou.

É o único jogador tetracampeão da Champions League por três equipes diferentes (Ajax 1995, Real Madrid 1998 e Milan 2003 e 2007). Em três dessas ocasiões, veio a se sagrar campeão mundial interclubes (1995, 1998 e 2007). Já com a seleção holandesa, o craque esteve em duas Copas do Mundo, 1998 e 2006.

Seedorf não é daqueles que vem ao Rio de Janeiro para tomar água de côco esperando o salário cair na sua conta enquanto engana a torcida com toques de lado e pouca movimentação. A entrave realmente será o preparo físico e não a motivação.

É bom que se saiba também que apesar do enorme talento, o ex-milanista não possui o perfil de chegar ao ataque e fazer muitos gols. Este atleta é um exímio carregador de piano, mas passa longe de ser um artilheiro. Se a torcida botafoguense espera por isso, se decepcionará!

Quanto a Diego Forlán, seu histórico profissional não deixa a desejar ao primeiro citado neste artigo. Melhor jogador do Mundial de seleções em 2010, o uruguaio é um dos ícones de ótimas campanhas da Celeste Olímpica em torneios pelas quais ela participou recentemente.

Porém, mesmo com esse status e duas chuteiras de ouro (2004/2005 e 2008/2009) conquistadas por artilharias em grandes ligas européias na bagagem, Diego chega a Porto Alegre sob olhares duvidosos devido ao mal desempenho decorrente de uma série de lesões em sua última temporada pela Inter de Milão.

Ainda que os dois contratados sejam de peso e principalmente, de outra nacionalidade, procuro sempre lembrar que não podemos ficar vivendo de atletas já em fase terminal de carreira. Por mais famosos e vitoriosos que sejam.

Outra observação a ser feita é que não é a questão técnica que está atraindo essa maré estrangeira para cá, e sim a financeira. Hoje todos tem a sabedoria que se paga muito bem por aqui.

E não que eu esteja sendo contra a vinda deles, mas enquanto nos preocuparmos mais com o nome e passado de um jogador na hora de uma aquisição, o futebol brasileiro só tende a regredir e não o contrário como muitos pensam.

Apesar disso, torço para que ambos tenham sucesso em suas instituições e que a competição nacional fique ainda mais disputada e melhor observada com a presença dos dois astros.

Felipe Reis

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um roteiro digno de Oscar

Alessandro levanta a primeira Libertadores da história do Corinthians
Quando Tite chegou ao Corinthians ainda faltando 8 jogos para o término do Campeonato Brasileiro de 2010, todos pensaram (inclusive eu) que essa escolha poderia ser arriscada, já que o Gaúcho poucas vezes campeão até então, era notado por ser um técnico pragmático e formador de equipes retruncadas.

O Brasileirão daquele ano acabou e o título que todos esperavam não veio. O que restou ao alvinegro da Marginal foi uma terceira colocação e o direito de disputar a fase eliminatória da Taça Libertadores de 2011 contra o modesto e desconhecido Tolima da Colômbia.

Émerson: decisivo
E ao contrário do que todos apostavam, o time sofreu uma das mais lembradas (pelos torcedores rivais) e inesperadas derrotas de sua história.

Só que por outro lado, a consequência da catástrofe não foi desastrosa como sempre costumava ser após um imenso fracasso do clube em competições importantes. O então presidente Andrés Sanchez bateu o pé e a cabeça do treinador foi mantida e o elenco não foi reformulado.

A manutenção do comandante e do grupo foi vital. Com o passar dos meses em 2011, o plantel absorveu a queda no torneio continental e ganhou força, coletividade e principalmente, harmonia. Na campanha do vice-campeonato paulista daquele ano já era nítida a diferença de postura.

Começou o Campeonato Brasileiro e o Corinthians teve um início jamais realizado por outra equipe na história. Foram 9 vitórias em 10 jogos disputados. O título era questão de paciência e foco.

Paulinho: o operário
Tite se mostrava um belo exemplo de que todo técnico precisa de tempo para saber como utilizar seus subordinados em campo. Ainda assim eu questionava seu trabalho e o analisava como um comandante sem gana de vencedor, ou melhor dizendo, com medo de ganhar.

Enfim, onze meses se passaram do tombo gigantesco e o Timão levantava seu quinto troféu do Campeonato Brasileiro. Poucos poderiam acreditar que um ano com início tão trágico pudesse terminar de forma tão feliz. Porém, como na vida de um corintiano tudo tem seu toque dramático, junto com o título veio também o falecimento de Sócrates, um dos maiores ídolos da nação fiel.

Já as minhas críticas ao comandante foram perdendo espaço a uma opinião mais branda sobre sua conduta profissional. A lição que aprendi é que nenhuma análise pode ser definitiva. É preciso prestar atenção nisso quando se fala sobre algo ou alguém.
Cássio: da reserva ao estrelato

2012 chegou e ainda que o ano tenha começado com uma recente conquista importante, era outra temporada de Taça Libertadores da América. Com isso, voltaria a surgir as dúvidas quanto ao potencial e psicológico dos jogadores sob tanta pressão nesta disputa.

Em um grupo relativamente fácil, o Corinthians cumpriu bem seu papel de favorito perante seus três adversários e ficou na primeira colocação sem grandes problemas.

Apesar de parecer uma boa película de drama até aqui, ela ainda estava no meio e ninguém tinha exata noção de como seria o seu final.

Classificado na segunda colocação na soma geral dos pontos do torneio, a equipe guiada por Tite enfrentaria o Emelec do Equador pelas oitavas-de-final.

 Fase tranquila e missão cumprida!

Um empate sem gols fora e uma confortável vitória por 3 a 0 no Pacaembu dava ao "Bando de loucos" uma ponta de esperança seguida de uma indagação: "será que esse conjunto poderia realmente ser campeão da América?"

Danilo: o predestinado
A resposta foi ficando mais clara depois das duas partidas seguintes diante do Vasco da Gama, maior concorrente ao título do Campeonato Brasileiro de 2011 e representado por uma equipe de respeito com jogadores como Diego Souza, Juninho Pernambucano, Felipe e Dedé.

Novamente um 0 a 0 no estádio inimigo e uma vitória, dessa vez por 1 a 0 no Pacaembu, fizeram o sonho ficar mais próximo de se tornar realidade.

Semi-final à vista!

O inimigo da vez era o Santos, atual vencedor da competição e que tinha sua camisa vestida pelo mais talentoso jogador da continente no momento: Neymar.

Além da qualidade técnica, a motivação do alvinegro praiano também era sua aliada, uma vez que o clube comemorava um centenário e enfrentava seu principal rival histórico.

Como em um jogo de vídeo-game, as etapas foram ficando mais árduas para o Corinthians. A equipe santista comandada pelo seu camisa 11 era perigosíssima e queria demais o tetracampeonato em seu centésimo aniversário. No entanto, frustrando todas as expectativas da equipe caiçara, o Timão saiu vitorioso na soma das duas disputas (2 a 1) e rumou brilhantemente à inédita decisão.

Agora, o fim do filme estava próximo e todos os espectadores fiéis sentiam que poderia ser feliz. 

Romarinho: o iluminado
A finalíssima tão sonhada era nada mais nada menos contra o Boca Juniors, "bicho-papão" dos brasileiros nos últimos anos e que por 6 vezes sagrou-se campeão da Libertadores.

E nem mesmo a força mística da camisa azul e amarela poderiam mudar um destino já traçado com todos os requintes de um grande longa-metragem.

Depois de um empate por 1 a 1 na temida La Bombonera pela partida de ida, o Corinthians receberia seu oponente em um Paulo Machado de Carvalho lotado e sem o menor respeito aos Xeneizes impôs  um 2 a 0 com autoridade para ficar com o inédito troféu continental para sua galeria.

O peso foi tirado das costas. Seria sim o fim das piadas de torcedores alheios. A Taça Libertadores da América era enfim, do Sport Club Corinthians Paulista.

Um término épico para uma longa jornada. O melhor diretor juntamente do mais criativo roteirista seriam incapazes de produzir uma história tão bem imaginada onde tudo daria certo para o personagem principal. A vida surpreende e o Corinthians mais ainda!

Felipe Reis

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Espanha: uma fúria incontrolável

Com um futebol até então utópico, a Espanha domina o cenário mundial

 Depois de conquistar o bicampeonato europeu, a seleção espanhola colocou, definitivamente, seu nome na história do esporte mais popular do planeta. É a primeira vez que um selecionado consegue tal feito e para completar, essa geração excepcional também levantou a taça da Copa do Mundo no intervalo entre ambas competições do Velho Continente.

Até a final do torneio, muitos criticavam o estilo de jogo da Espanha pelo excesso de posse de bola e escassa agressividade. O que poucos percebiam é que a "chatice" no modo de como a turma de Xavi e Iniesta se apresentava durante a disputa era consequência do esquema defensivo que seus adversários adotavam para tentar brecá-los.

E a frustração dos oponentes em não conseguir atuar diante de uma maneira tão simples de jogar futebol é a única explicação para que algumas opiniões tivessem sido demasiadamente duras à Fúria antes da decisão. Eu disse antes, porque depois dela, tudo mudou com o espetáculo dado perante uma Itália querendo sair para o ataque.

Se formos falar da postura de jogo da La Roja nos últimos anos, chegaremos a uma conclusão óbvia de que ela apenas tirou do baú algo que estava guardado há tempos e hoje era visto como utopia: a preferência pelo toque aos chutões, seja na defesa ou principalmente, no ataque.

Iniesta e Xavi: gênios ainda não "compreendidos"
A simplicidade em um fundamento obrigatório no futebol como o passe é a base de sustentação dessa seleção e eles provam que mesmo com o avanço da técnologia em favor do preparo físico, esse esporte ainda pode ser dominado por quem tem melhor qualidade técnica com a bola em seu domínio.

A recente hegemonia também quebra o paradigma de que um time, para ser bom e dar espetáculo, tem que haver nele um protagonista genial que faça muitos gols. Raúl que o diga, né?

Na Espanha, você não vê um personagem como o ex-camisa 7 madrilenho. O que se nota nela são vários coadjuvantes extraordinários que, no quesito técnica e inteligência, são tão espetaculares como um grande artilheiro habilidoso ou um camisa 10 com extrema maestria.

Falo isso, porque Xavi e Iniesta, em um futuro não muito distante, quando já estiverem aposentados, fatalmente não serão lembrados como dois dos maiores jogadores de todos os tempos sendo que essa dupla monstruosa conquistou tudo o que podia com seleção e clube.
 
Uma prova do que estou tentando dizer é que mesmo sabendo disso, muitos por aqui, ainda não os colocam no patamar de Zidane, Romário, Maradona, Platini, Cruyff, Beckenbauer e outros nomes seletos.

Qual o motivo para tal censura aos dois? É para se pensar, né?

Curiosidades sobre o poder da Fúria nos últimos 4 anos:

- A Espanha teve artilheiros nas três competições em que foi campeã. Na Eurocopa 2008, David Villa com 4 gols; Na Copa do Mundo 2010, David Villa com 5 gols e na Eurocopa 2012, Fernando Torres com 3 gols.

- Xavi foi considerado o melhor jogador da Eurocopa 2008, enquanto Iniesta foi eleito o jogador mais valioso da Eurocopa 2012.

- Somando as três competições, a Espanha conquistou 15 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota. Marcou 31 gols e sofreu somente 6. Nas fases de mata-mata de todos os torneios conquistados, a Fúria não sofreu um gol sequer.


Felipe Reis

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A final é lá!

Corinthians tentará o inédito título da Libertadores
Como todos sabemos, logo mais Boca Juniors e Corinthians darão início a disputa pelo título da Taça Libertadores da América de 2012.

Nesta partida de ida em Buenos Aires, o alvinegro paulista sabe que encontrará não apenas um time bem armado sob a tutela cerebral de Juan Roman Riquelme, mas também toda uma fanática torcida e principalmente a força desta camisa azul e amarela 6 vezes campeã continental.

É claro que uma La Bombonera cheia e o peso de um traje não podem influenciar diretamente contra uma equipe experiente como é a do Corinthians. Porém, quando se trata de Boca Juniors, tudo pode acontecer.

Sabendo disso, a minha modesta análise crê que o Timão necessita voltar para São Paulo com um bom resultado e, se for possível, até mesmo com a vitória na bagagem. Afinal, todos nós temos o exato conhecimento de que os Xeneizes são extremamente perigosos e eficientes longe de sua casa, pois adoram jogar no erro e desespero de um adversário com a necessidade do gol.
 
Não é a toa que 4 (1977, 2000, 2003 e 2007) dos seus 6 troféus da Libertadores foram conquistados longe dos olhares de seus torcedores. Já em 2001 na decisão contra o Cruz Azul do México, os Bocaneros venceram a primeira partida fora por 1 a 0, e na volta, dentro de casa, saíram derrotados pelo mesmo placar, fazendo com que a disputa fosse resolvida somente nos penaltys.

Como eu já havia escrito: quando se trata de Boca Juniors, tudo pode acontecer! Por isso, Corinthians, todo cuidado é pouco.

Felipe Reis

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O auge de um não afeta o orgulho de outro

Lebron James: MVP da temporada, das finais e título da NBA

Nesta quinta-feira, 21, Lebron James finalmente pôde sentir o gostinho de levantar seu primeiro título da NBA após alguns fracassos e inúmeras críticas sofridas.

Até ontem, o astro do Miami Heat sofria com o estigma de "pipoqueiro" devido a alguns apagões em momentos decisivos. E o rótulo, por mais injusto que pareça ser quando é utilizado a um atleta de alto nível, se tornava imensamente correto quando envolvia o nome do camisa 6 da equipe da Flórida.

No entanto, provavelmente a partir de hoje, o carma de Lebron deverá ser deixado de lado. Agora com o peso tirado de suas costas, confiança resgatada e principalmente, por estar em um time capaz de ser soberano em seguidas temporadas, o jogador pode ter dado início a uma sequência de troféus para sua galeria.

Wade: o atual n° 2 do Heat
Não vejo "King James" como o novo Michael Jordan e realmente, o considero superestimado pela mídia , mas como críticas nunca podem ser definitivas, tenho que reconhecer que nesta última temporada o cara foi "o cara".

Minha decepção fica por conta de Dwyane Wade, no qual, particularmente, prefiro o estilo de jogo pela forma que conduz a bola e também por ser capaz de realizar infiltrações espetaculares.

Podemos até dar até um crédito ao camisa 3 pelos problemas particulares que andou passando e ainda assim ter atuado muito bem quando precisou, mas o fato é que Wade já se contentou em ser o "Scott Pippen" do Miami Heat. Ou seja, um mero coadjuvante mesmo com total capacidade de ser protagonista. Logo ele, que até 2010 era o grande brilho do grupo e que em 2006 foi o principal condutor ao, até então, único título da franquia.

Se Dwyane Wade consegue conviver bem com isso, seus fãs deverão aprender também.

Felipe Reis

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A ironia que envolve o ano de Lionel Messi

Messi e a Bola de Ouro: cena que ainda poderá se repetir por anos
Muitos dizem que o argentino Lionel Messi corre sério risco de não faturar a Bola de Ouro FIFA referente a temporada 2011/2012 pelo fato de não ter conseguido ajudar o seu clube, o Barcelona, a conquistar o Campeonato Espanhol ou a UEFA Champions League.

Os bairristas fanáticos que mal acompanham futebol cobram do craque hermano um título com a equipe onde atua e defendem a tese de que somente isso lhe concederia o direito de continuar a ser o número 1. Porém, os desavisados de plantão se esquecem de um imenso detalhe: este foi o melhor ano, individualmente falando, do super astro.

Ao não vencer os dois principais torneios que disputou com a camisa azul e grená, mas com alto índice de aproveitamento em termos de gols, assistências e espetáculo, Messi desmistifica aquela velha e manjada crítica de que só jogava bem por fazer parte de uma verdadeira seleção.

Sim, realmente o Barcelona é uma potência e possui outros talentos indiscutíveis, mas o que temos que notar é que nesta temporada o time catalão não levantou nenhum caneco de expressão e mesmo assim o seu camisa 10 foi ainda mais brilhante e genial do que vinha sendo em anos anteriores.

O fato é que, com 84 gols em 68 jogos nestes últimos 10 meses (se somarmos os números de Barcelona e seleção argentina), a Pulga só deixará de conquistar seu quarto prêmio de melhor jogador do planeta, caso a FIFA queira dar um pouco de graça a esta disputa.

Cá para nós, tem como imaginar algum outro motivo para não eleger um cara que, em um só ano, bateu o recorde de gols numa edição de Campeonato Espanhol e UEFA Champions League e que, de quebra, se tornou o maior artilheiro da história do clube que defende e também o principal goleador de uma única temporada, seja ela européia ou mundial, em todos os tempos? Eu acho que não!

Desempenho de Lionel Messi na temporada 2011/2012

Seleção Argentina:  

Amistosos: 2 jogos / 6 gols
Eliminatórias da Copa de 2014: 5 jogos / 3 gols

Total: 7 jogos / 9 gols

Barcelona:

Amistosos: 1 jogo / 2 gols
Campeonato Espanhol: 37 jogos / 50 gols
Copa do Rey: 7 jogos / 3 gols
UEFA Champions League: 11 jogos / 14 gols
Mundial Interclubes: 2 jogos / 2 gols
Supercopa da UEFA: 1 jogo / 1 gol
Supercopa da Espanha: 2 jogos / 3 gols

Total: 61 jogos / 75 gols

 Felipe Reis

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ronaldinho Gaúcho: uma legítima estrela cadente

Ronaldinho Gaúcho em sua chegada ao Flamengo em 2011
A maneira como foi conduzida a saída de Ronaldinho Gaúcho do Flamengo confirma e representa o provável término "não oficial" de uma carreira que poderia ser muito mais gloriosa do que realmente será ao fim dela. 

Quando eu digo "término não oficial" é simplesmente pelo fato de que o ex-craque (literalmente falando) ainda continuará em atividade, mas como todos nós sabemos, permanecerá totalmente descompromissado com o esporte que lhe enriqueceu e deu à ele o status de melhor jogador do mundo algum dia.

E Ronaldinho se importa com isso? Não! Diferentemente de Ronaldo Fenômeno, que sempre conseguiu jogar suas peripércias extra-campo debaixo do tapete por ter uma excelente assessoria por trás, o seu xará caçula não parece querer se esforçar para deixar sua figura bem vista entre o público.

Nem sua conturbada saída da Gávea o incentivou a se explicar em uma coletiva para os jornalistas. Apesar de sua omissão como atleta, RG tinha uma boa defesa: a falta de pagamento por parte do clube carioca.

Ou seja, o que ficará marcado é que o "Dentuço" sairá como desagregador de um time por qual passou sem brilho e não como ídolo injustiçado por não receber seus direitos como empregado.

E a lição que fica depois de toda essa confusão é que, seja no meio artístico ou esportivo, tudo depende de uma ótima relação com a mídia. Ronaldinho deveria aprender isso ou os últimos anos de sua trajetória serão piores do que imagina.

Números de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo:

Jogos: 74
Gols: 28
Assistências: 19
Títulos: Campeão Carioca 2011

Felipe Reis