sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Comparações à parte, o dia foi deles...


As torcidas de Flamengo e Palmeiras adoram falar e cantar ironicamente que Obina é melhor que Eto'o. Independente disso, o fato é que ambos foram essenciais nas goleadas que seus clubes impuseram aos adversários nessa quinta-feira (29/10) que passou.

O baiano arrebentou contra o Goiás marcando três dos 4 gols que o Palmeiras anotou contra o time de goiânia. Com o resultado, a equipe do Palestra reassumiu a liderança após tê-la perdido temporariamente para o São Paulo, já que estava com um jogo a menos do que o tricolor.

Com essa boa atuação, Obina chega aos 12 gols em 22 jogos pelo porco, atingindo uma média de 0,54% gols por partida. Para quem é considerado "medíocre", até que não está mal. Vejo-o longe disso, acho um atacante que precisa estar com a auto-estima levantada para conseguir produzir seu futebol.

Já o camaronês Eto'o que hoje defende a Inter, assinalou dois tentos contra o Palermo em uma disputa cheia de gols que terminou em 5 a 3 a favor do time milanista. O jogo foi válido pela 10° rodada do campeonato Italiano.

O ex-jogador do barça e que agora tenta o mesmo sucesso em Milão tem até o momento 9 partidas pelo seu novo clube, marcando em 5 ocasiões. Uma média de 0,55% gols por jogo. Um número considerável para quem se espera tanto na Itália.

E agora, quem é melhor?

Felipe Reis

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um time bem "técnico"


Resolvi montar meu time de botão só com treinadores que trabalharam ou ainda trabalham durante esse Campeonato Brasileiro. Nesse elenco todos são ex-jogadores, sendo que alguns foram craques e outros apenas medianos. Será que essa equipe chegaria longe na competição? Eu acho que sim, viu!?


1- Emerson Leão (Sport)
2- Estevam Soares (Barueri/Botafogo)
3- Ricardo Gomes (São Paulo)
4- Adílson Baptista (Cruzeiro)
5- Andrade (Flamengo)
6- Wanderley Luxemburgo (Palmeiras/Santos)
7- Renato Gaúcho (Fluminense)
8- Paulo César Carpeggiani (Vitória)
9- Sérginho Chulapa (Santos)
10- Muricy Ramalho (São Paulo/Palmeiras)
11- Mário Sérgio (Internacional)

Suplentes:

12- Sérgio Guedes (Santo André)
13- Wagner Mancini (Santos/Vitória)
14- Silas (Avaí)
15- Cuca (Flamengo/Fluminense)
16- Jorginho (Palmeiras)
17- Alexandre Gallo (Santo André)
18- Sérgio Soares (Santo André)
19- Luiz Carlos Goiano (Barueri)

Felipe Reis

Até que enfim, né?


Depois de 7 jogos, o Argentino Defederico que foi contratado a peso de ouro para ser o camisa 10 da equipe corintiana na Libertadores do ano que vem, conseguiu fazer seu primeiro gol em seu novo clube. O meia atacante foi o autor do único tento da partida entre Vitória e Corinthians no Barradão pela 32° rodada do Brasileirão.

Agora a pergunta que fica é se esse gol será o primeiro de muitos que virão por aí. Eu espero que sim, mas ao mesmo tempo sou cauteloso quando falo sobre o futebol desse jogador de apenas 20 anos. Acredito que ainda falta muito para jogar uma responsabilidade tão grande em cima de um jovem como ele. É deixar o tempo passar para ver se o "hermano" dará certo em nosso futebol.

Felipe Reis

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vieri botando fogo no Paulistão 2010?


Agora até os estrangeiros querem terminar a carreira no Brasil. Dessa vez é o italiano Christian Vieri que está dando preferência em jogar por aqui, podendo assinar um contrato com o Botafogo de Ribeirão Preto para o ano que vem. Isso mesmo, o jogador deve defender aquele Botafogo do interior paulista e não o seu parente mais famoso do Rio de Janeiro, como todos poderiam pensar.

Tudo indica que o Paulistão de 2010 conte mesmo com a participação do "ex-jogador em atividade". Após ter recuado na aposentadoria anunciada semana passada, Vieri é presença quase certa na competição, pelo o que informou o presidente do clube, Luiz Antônio Pereira, aos veículos de comunicação.

Acho totalmente desnecessária a vinda do atacante italiano para o time de Ribeirão. O que me faz pensar é que a equipe caipira possa desfrutar da imagem do jogador para expandir seu nome, porque se for esperar um retorno dentro de campo, creio que o sucesso seja pouco provável.

Felipe Reis

Mesmo sangue, corações diferentes...


Não será apenas a disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro que apimentará o jogo entre São Paulo e Internacional no Morumbi nesta Quarta-feira (28/10). Haverá também uma briga muito particular dentro de campo quando o juíz apitar o início da partida.

Tudo isso se deve ao fato dos irmãos Richarlyson e Alecsandro estarem em lados opostos quando a bola rolar. O polivalente meia do tricolor garante que não dará moleza ao seu irmão mais velho que atua pelo colorado. Por outro lado, o centroavante da equipe gaúcha quer marcar seu 16° gol na competição e ajudar seu time a alcançar a ponta da tabela.

Rick, como é chamado pelos torcedores e colegas de elenco, tenta seu quarto título consecutivo, enquanto Alecsandro busca o primeiro troféu do nacional para sua galeria e também a primeira vitória sobre seu irmão caçula. Até hoje foram 5 jogos com 4 derrotas e um empate.

Confira abaixo o histórico de confronto entre os dois:

ANO CAMPEONATO PARTIDA
2003 - Brasileirão - Fortaleza 1 x 0 Vitória
2004 - Série B - Santo André 2 x 0 Sport
2007 - Brasileirão - Cruzeiro 1 x 2 São Paulo
2007 - Brasileirão - São Paulo 1 x 0 Cruzeiro
2009 - Brasileirão - Internacional 2 x 2 São Paulo

Felipe Reis

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dá pra entender?


Revelado no Corinthians durante o Torneio Rio-São Paulo de 2000, Gil começou sua carreira de uma forma muito expressiva. Mesmo quando ainda era reserva naquele timaço que tinha craques como Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho e Luizão, o jovem talento até então, já era notado como futura promessa no Parque São Jorge.

Assim que virou titular na equipe no ano de 2002 e herdou a camisa 10, Gil logo despontou como um dos ídolos da fiel levando o Corinthians aos títulos da Copa do Brasil e da Liga Rio-São Paulo. No ano seguinte, suas atuações continuaram boas, o que lhe rendeu até mesmo seis convocações para seleção, onde anotou dois gols.

Dava tudo certo, Gil era sensação no clube que jogava, ganhava títulos e quase sempre havia boatos de que poderia se transferir para grandes clubes europeus.

Foi aí que sua carreira começou a desmoronar. Com um ano apagado em 2004, o jogador foi vendo seu espaço diminuindo ainda mais com a chegada da MSI trazendo estrelas como Carlos Alberto, Roger, Nilmar e Tevez à Fazendinha.

Logo que saiu do Corinthians em 2005, indo para o Verdy Tokyo do Japão, estranhamente Gil se perdeu pelos caminhos da vida e não consegue mais dar continuidade ao bom futebol que apresentava no começo de carreira.

De 4 anos pra cá, o jogador já atuou pelo Cruzeiro, Gimnastic da Espanha, Inter de Porto Alegre e Botafogo e em nenhum desses times o ex-craque corintiano deixou saudades. Há cerca de um mês, Gil foi contratado pelo Flamengo e tudo indica que será mais um clube que seu futebol não vingará.

É triste ver um jogador assim em franca decadência. Em outros anos, eu mesmo me enganei sobre o seu potencial afirmando que se o São Paulo tinha Kaká e o Santos contava com Robinho, o Corinthians possuía Gil. Grande erro meu.

O que será que deve passar na cabeça dele sabendo que seu futebol nunca mais foi o mesmo? Eu tento achar explicação para isso e procuro saber se um jogador com tanto talento desperdiçado se importa com o que falam de sua queda de rendimento. Pelo visto, parece que não.

Felipe Reis

Injeção de ânimo neles!!!


Nos primeiros seis meses de 2009 estava tudo perfeito para o Corinthians. Após ter conseguido o retorno à elite do Campeonato Brasileiro, o timão começou o ano embalado com vitórias no campeonato paulista, aguardando a estréia do então recém contratado Ronaldo.

Para a sorte do time de Mano Menezes, o fenômeno superou as expectativas ao fazer a sua parte durante a campanha do clube no primeiro semestre. O resultado disso foi dois títulos nos dois campeonatos disputados, o Paulistão e a Copa do Brasil. Parecia que tudo estava dando certo para o Corinthians encerrar o ano ganhando todas as competições.

No entanto, bastou o segundo semestre começar para o comodismo entrar em ação. Para se ter uma noção, até a final da Copa do Brasil contra o Inter de Porto Alegre, o time alvinegro tinha uma campanha exuberante com 22 vitórias, 15 empates e apenas 4 derrotas, sendo que duas delas havia sido sofrida com o time reserva. Já nessa segunda parte do ano, a equipe conquistou apenas 7 vitórias, 7 empates e 9 derrotas. Números bem abaixo daqueles que levaram o clube a ser o dono do primeiro semestre no país.

Não se pode culpar apenas o pequeno desmanche que o elenco sofreu. As saídas de André Santos, Christian e Douglas foram muito prejudiciais, mas não é o fator único que colaborou para a queda de produção. Há também uma notória falta de motivação por parte do grupo. Isso chega até a ser um desrespeito com a torcida que aguarda o tão sonhado título da Libertadores ano que vem.

Além disso, as principais contratações que chegaram para suprir as posições que ficaram carentes depois da saída dessas três peças, ainda não conseguiram se adaptar. Edu, que era o que eu mais esperava, sofre com seguidas contusões que o impedem de manter uma sequência de jogos. O limitado Marcelo Mattos, na minha opinião, não pode jogar em um Corinthians que almeja ser campeão da américa. Enquanto Edno e Defederico precisam mostrar a que vieram, já que em seus clubes, eram a referência e no timão serão apenas dois jogadores para compor o elenco.

Com tantos problemas surgindo para o Técnico Mano Menezes nessa fase final de Brasileirão, há quem diga (inclusive eu) que o time ideal para a Libertadores de 2010 era aquele que faturou tudo no primeiro semestre de 2009.

Felipe Reis