quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Garoto prodígio ou problema?


Falar que Neymar é um talento nato, difícil de encontrar em qualquer lugar por aí, não é novidade para mais ninguém. Talvez uma minoria mais conservadora prefira esperar outros feitos do garoto para começar a elogiá-lo, mas sabe ao fundo, que o camisa 11 santista tem futebol de sobra no pé.

O problema é que de alguns tempos para cá, aquele ditado que diz "Para conhecer bem uma pessoa, é preciso dar dinheiro e poder à ela" está acontecendo de verdade no Santos com relação ao craque.

Ao mesmo tempo que exibe uma enorme habilidade e marca gols com frieza, Neymar vem criando polêmicas com facilidade similar às suas qualidades como atleta. A solução é colocar um freio nisso enquanto é tempo ou a única pessoa que será prejudicada no futuro é exclusivamente ele.

É óbvio que precisa ter muita estrutura psicológica para manter a humildade depois que você ouve do próprio presidente do clube em que joga, que seu destino é virar mito. Devido à isso, é aceitável que um adolescente de apenas 18 anos cometa esses erros como uma criança mimada.

No entanto, ao meu ver, a questão é simples: o que Neymar deve saber é que quando se vira um cidadão público, suas costas precisam estar muito mais largas para carregar problemas, que fatalmente terão proporções muito maiores se compararmos com os de um anônimo de sua idade.

Felipe Reis

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Robinho à milanesa


Finalmente a novela sobre o futuro de Robinho chegou ao fim. O ex-camisa 7 santista assinou um contrato de 4 anos para defender o Milan e será o mais novo companheiro de Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato no ataque rubronegro.

É bem provável que o rei das pedaladas tenha em Milão sua última grande chance de se redimir de passagens frustradas por Real Madrid e Manchester City.

Acredito que o potencial de Robinho esteja bem acima do que já rendeu em outros tempos no Velho Continente e só dependerá exclusivamente dele, se desvincular da desconfiança que seu talento ostenta por parte do povo europeu.

Felipe Reis

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Empurrando com a barriga


Até onde a paciência do corintiano irá aguentar as repetitivas desculpas constrangedoras da comissão técnica sobre a forma física de Ronaldo?

Com a pausa do Brasileirão devido à Copa do Mundo, o atacante teve mais de um mês para se preparar e reapareceu ainda pior. Tudo isso com o aval da diretoria, que finge acreditar no melhor para ludibriar o torcedor.

O mais cruel é saber que enquanto esse "possível" retorno não tem data certa, o Corinthians fica a refém de sua marca e definitivamente evitará buscar no mercado um outro camisa 9 que poderia suprir sua ausência.

Em um campeonato tão equilibrado, chegar na reta final sem um fazedor de gols, pode muito bem influir no destino da taça.

Caso o pior aconteça ao alvinegro do Parque São Jorge, será que o custo benefício de Ronaldo valerá a pena no fim das contas?

Felipe Reis

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Perdendo espaço


O Campeonato Brasileiro sofre sério risco de ficar em segundo plano durante o ano todo para muitos clubes. Tudo isso se deve ao fato da Copa Sul-americana, torneio disputado durante o segundo semestre , passar a prestigiar o seu campeão com uma vaga na Libertadores do ano seguinte.

O Brasileirão já é muito prejudicado durante o seu início, quando enxerga na Copa do Brasil a sua maior rival. A competição mata-mata é vista para muitos como um meio mais rápido de se chegar à maior disputa do continente. Devido a isso, é comum vermos equipes jogando com os atletas reservas enquanto estão em ambas.

Sem contar que virou tradição o vencedor da Copa do Brasil puxar o freio de mão para o restante do campeonato mais importante do país até o momento. Eu digo "até o momento", porque justamente agora, outra competição eliminatória pode estender o "corpo mole" dos clubes em relação ao Brasileirão.

Seria uma pena ver o sistema de pontos corridos perder força de algum modo.

Felipe Reis

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Quanto exagero!


Como todos já sabem, o Palmeiras trouxe novamente o chileno Valdívia com a esperança de apagar os maus resultados dos últimos tempos. A volta do "El Mago" é vista, para muitos torcedores, como um possível divisor de águas no alviverde. Vamos parar com isso, né?

Valdívia não passa de um jogador comum que foi importante em um título de Campeonato Paulista, o único do clube no século.

A escassez de ídolos recentes, induz de forma silenciosa a diretoria palestrina a querer forçar a barra fazendo o atleta parecer um novo Ademir da Guia, Edmundo, Djalminha ou Alex. Nomes estes, que realmente marcaram época nesses 96 anos de instituição.

Por isso, eu digo: palmeirenses, não se enganem, vocês merecem muito mais do que um simples meio-campista chileno que nem titular em sua seleção é.

Felipe Reis

sábado, 24 de julho de 2010

A seleção é do Mano

Mano tentará recuperar o orgulho da camisa amarela
A CBF preferiu dar continuidade à linha sulista de muito trabalho e seriedade e optou por Mano Menezes para ser o novo técnico da seleção brasileira.

Apesar de ter sido um crítico assíduo do treinador gaúcho no últimos tempos, acredito que a escolha foi correta por parte da entidade. Mano tem todo o perfil de um vencedor e seu currículo mostra isso.

É claro que o momento seria de Muricy Ramalho, atual técnico do Fluminense. No entanto, com o veto do time carioca em ceder seu comandante, Mano Menezes é sim a melhor opção no mercado.

O problema é que o povo brasileiro caminha de mãos dadas com a impaciência. Qualquer fracasso em uma Copa América ou até mesmo Olimpíadas, pode fazer dele um simples tapa-buraco para o Mundial de 2014. É esperar para ver!

Felipe Reis

domingo, 11 de julho de 2010

Uma geração furiosa


A Espanha é a nova campeã mundial de futebol e nada mais justo para coroar uma geração tão talentosa como esta. Acredito que se perdesse tal oportunidade, fatalmente demoraria uma outra vida para conseguir a proeza máxima do esporte mais popular do planeta.

Não é todo dia que um seleto pode reunir jogadores como Xavi, Iniesta, David Villa, Fernando Torres e Pedro. Sem contar com o setor defensivo, que foi essencial durante a trilha percorrida durante a competição. Cassilas, Puyol, Sérgio Ramos e Pique formaram uma barreira monstruosa contra os adversários.

Elogios à parte, minha visão é clara e nítida de que apesar de tanto talento em um time só, o ponto forte era mesmo o entrosamento. A base da seleção espanhola vinha de dois dos maiores clubes do mundo. Para se ter uma idéia, na escalação que começou a final contra a holanda, 10 dos 11 jogadores pertenciam ao Barcelona ou Real Madrid.

Cheguei a duvidar da Espanha, achando que era uma equipe de muito toque de lado e pouca criação, e realmente foi. Tanto que se tornou a campeã do mundo com menos gols na história. No entanto, isso não impede de dizer que foi merecido.

Enfim, deixo aqui meus parabéns aos espanhóis, mas faço uma observação negativa deles dentro de campo. Devido a conflitos étnicos, que admito desconhecer por completo, os atletas se limitavam a cantar o hino, quando este era tocado. Triste, talvez nem todos estejam felizes por lá.

Felipe Reis