segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O cara da vez


O jogo entre Novak Djokovic e Rafael Nadal pela final do US OPEN 2011 é daqueles para ficar na história do Tênis. Mais um, de tantos que a galeria das batalhas inesquecíveis desse esporte ostenta.

Nem tanto pela disputa, já que Djoker, como é apelidado, não deu chances ao espanhol com um indiscutível 3 sets a 1, mas sim por alguns rallys intermináveis e sensacionais que os dois proporcionaram ao público.

Enfim, quando começou o ano, todos pensavam que os quatro Grand Slams que vinham pela frente ficariam mais uma vez, em forma de rodízio, nas mãos de Nadal ou Roger Federer.

O que ninguém contava é que um coadjuvante virasse o protagonista de uma maneira tão rápida. E exatamente isso que aconteceu com o sérvio Djokovic quando o calendário passou a marcar 2011.

Pois é, quem achava que a modalidade estava monótona por haver dois "foras de série" dominando o cenário (eu era um desses), se surpreendeu com o crescimento espantoso do atual número 1 do mundo de forma incontestável.

Mais impressionante ainda é a assombrosa vantagem que Djokovic tem em confrontos nesses últimos 9 meses perante os dois "monstros" sagrados. Contra Rafael Nadal são 6 vitórias em 6 jogos, já contra Roger Federer, o sérvio venceu 4, das últimas 5 partidas.

Agora o novo "bambambam" do Tênis possui 64 vitórias e apenas 2 derrotas em 2011. Não tem jeito e nem desculpas, temos um intruso nesse domínio e ele veio para ficar.

Felipe Reis

sábado, 10 de setembro de 2011

De volta entre os melhores


O começo desse artigo que aqui escrevo pode parecer clichê, mas a verdade é que não tenho palavras para descrever minha emoção sobre o retorno da seleção brasileira de basquete aos jogos olímpicos após 16 anos ausente do maior evento esportivo do planeta.

O homem que teve papel fundamental nessa glória foi o excelente técnico argentino Rúben Magnano. Não é coincidência ou apenas sorte, que um treinador já campeão olímpico e vice-campeão mundial comandando o selecionado de sua pátria, tenha resgatado a auto-estima de nossos atletas.
Mais do que nunca, a histórica classificação provou que não precisamos de estrelas da NBA que demonstram má vontade em vestir a camisa amarela. Jogadores como Marcelinho Huertas, Rafael Hettsheimer, Thiago Splitter, Marcelinho Machado, Marquinhos e Alex Garcia puderam muito bem suprir as ausências de Anderson Varejão, Leandrinho e Nenê.

A partir desse momento épico, a pergunta que ficará até 2012 é sobre quem irá "ceder o filé mignon" em Londres após "roer o osso" em Mar Del Plata. Afinal, alguém acredita que os três astros arrumem alguma desculpa para não disputarem as próximas olimpíadas? Eu não!

Pelo bem do grupo, o justo seria o veto. Teria castigo melhor para eles do que uma possível medalha olímpica aos seus companheiros menos badalados? Não há salário astronômico de Liga alguma que pague uma conquista como esta.

Parabéns, Brasil!

Felipe Reis

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mil vezes Ceni

Quando entrar no Morumbi às 16hrs desta quarta-feira pela 22°rodada do Campeonato Brasileiro em partida diante do Atlético-MG, Rogério Ceni estará completando seu milésimo jogo como goleiro do São Paulo. Uma marca histórica e que, daqui para frente, dificilmente será batida por outro atleta em qualquer clube que seja.

Que me desculpe os corintianos (como eu), palmeirenses e santistas, mas todo torcedor que critica Rogério, é porque no fundo, sente uma ponta de inveja em não poder contar com esse verdadeiro exemplo de profissionalismo defendendo seu time de coração.

Eu mesmo, traído por essa parcialidade, diversas vezes pensei em voz alta: "nossa, eu odeio esse cara". Com o tempo fui tomando uma opinião mais sensata e cheguei a conclusão que, embora Ceni não seja o mais espetacular goleiro que vi debaixo das traves, é talvez, o maior dessa posição nos últimos tempos no Brasil por um conjunto da obra que engloba números, títulos e regularidade.

Tudo bem! Convenhamos que algumas declarações polêmicas sobre seus adversários em determinados momentos de sua carreira fazem do arqueiro tricolor, um personagem do meio futebolístico que divide opiniões entre os rivais. Alguns respeitam, outros debocham, uns adoram e muitos odeiam.

Deixando esse detalhe de lado, a verdade é que Rogério Ceni merece todas as homenagens que serão feitas à ele. Não apenas pelo jogo de n°1000, mas também por honrar a mesma camisa ao longo de 21 anos e exercer com extrema seriedade a profissão. Sem contar os seus recordes durante todo esse tempo.

Abaixo, algumas curiosidades e números que envolvem o goleiro são paulino nesses 999 jogos que realizou.

Estréia: 25/06/1993 - Tenerife (ESP) 1 x 4 São Paulo (BRA) - Partida disputada pelo Troféu Santiago de Compostela

Jogo inesquecível na carreira: 12/05/2004 - São Paulo (BRA) 2 (5) x 1 (4) Rosário Central (ARG) - Jogo realizado pela oitavas-de-final da Taça Libertadores da América.

Ídolo no futebol: Zetti

Ídolo no esporte: Michael Jordan

Gols feitos: 103

Gols sofridos: 1152

Prêmios Individuais:

* Bola de Ouro (Placar): 2008
* Bola de Prata (Placar): 2000, 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008
* Bola de Ouro do Mundial de Clubes da FIFA: 2005
* Melhor jogador da final do Mundial de Clubes da FIFA: 2005
* Melhor Goleiro da Copa Libertadores da América: 2005
* Melhor jogador do Campeonato Brasileiro: 2006 e 2007
* Melhor goleiro do Campeonato Brasileiro: 2006 e 2007
* Rei da Bola do Brasileirão: 2007
* Craque da Torcida: 2007
* Melhor Goleiro do Campeonato Paulista: 2005 e 2011
* Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro (Troféu Mesa Redonda): 2004, 2005, 2006 e 2007

Títulos conquistados com o São Paulo:

* Copa Europeia/Sul-Americana: 1993
* Campeonato Mundial de Clubes da FIFA: 2005
* Taça Libertadores da América: 1993 e 2005
* Supercopa da Libertadores da América: 1993
* Campeonato Brasileiro: 2006, 2007 e 2008
* Campeonato Paulista: 1998, 2000 e 2005
* Recopa Sul-Americana: 1993 e 1994
* Troféu Cidade de Santiago de Compostela: 1993
* Copa Conmebol: 1994
* Copa dos Campeões Mundiais: 1995 e 1996
* Copa Master da Conmebol:1996
* Copa Euro América: 1999
* Torneio Rio-São Paulo: 2001


Categorias de base:


* Campeonato Paulista (Categoria Juvenil): 1990
* Copa São Paulo (Categoria Junior): 1993
* Campeonato Paulista (Categoria Aspirante): 1993

Felipe Reis

sábado, 3 de setembro de 2011

Pequenas manchas em grandes carreiras

Nesse post, vou colocar alguns jogadores "intocáveis" e considerados craques dos últimos 23 anos, que fizeram e ainda fazem muita diferença atuando no Brasil ou até mesmo na Europa, mas que em certo momento de suas carreiras se frustraram em curtas passagens por clubes do Velho Continente.

Renato Gaúcho: O polêmico craque chegou a Roma para a temporada 1988/1989 como o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1987. No entanto, sua passagem na capital italiana foi marcada por lesões, boicotes e apenas quatro gols (3 na Copa da Itália e um na Copa da UEFA). Em 23 jogos disputados no Calcio, Renato não conseguiu estufar as redes uma vez sequer.



Romário: Nas duas curtas passagens que teve pelo Valencia, o Baixinho totalizou 14 gols em 21 partidas disputadas. Apesar do ótimo rendimento, a vontade de retornar ao Brasil e as desavenças que teve com os treinadores Luis Aragonés e Cláudio Ranieri, o fizeram voltar antes do esperado.




Robinho: Em 2008, o rei das pedaladas chegou ao Manchester City como a contratação mais cara da história do clube. Nos primeiros jogos Robinho foi muito bem, mas inexplicavelmente caiu de produção e com isso, perdeu espaço aos poucos no time, até deixar a Inglaterra em 2010 com apenas 16 gols anotados em 53 partidas.



Viola: Mesmo anotando 11 gols nos 30 jogos que atuou e ajudar o Valencia a ficar em segundo lugar na temporada 1995/1996 da Liga Espanhola, o atacante preferiu voltar ao Brasil, alegando que a comida local não o satisfazia.




Marcelinho Carioca: O Pé-de-anjo aterrisou em Valencia para a temporada 1997/1998 como um dos melhores meias do futebol brasileiro na época. Porém, sua estadia no clube espanhol foi curta e péssima: apenas 5 jogos pelo Campeonato Espanhol e um gol num amistoso de pré-temporada. Números que não deixaram saudades nos torcedores.

Alex: Atualmente, o meia brilha no Fenerbahce da Turquia. No entanto, sua passagem pelo Parma da Itália em 2002 com 2 gols em cinco partidas foi praticamente nula.







Edmundo: Excepcional em equipes pelo Brasil, Edmundo também conseguiu manter o desempenho na Fiorentina fazendo ótimos jogos e marcando 8 gols na campanha que levou o time ao terceiro lugar do Campeonato Italiano de 1998/1999. Porém, uma visita fora de época ao Rio de Janeiro aborreceu os dirigentes do clube de Florença, que trataram de se livrar rapidamente do craque. Já em 2001, no Napoli, o "Animal" nada pôde fazer para impedir o rebaixamento da equipe. Foram apenas 4 gols em uma rápida passagem pelo segundo semestre da temporada italiana.

Adriano: Em Milão, Adriano recebeu o apelido de Imperador por suas belas atuações e em Parma virou ídolo pelos inúmeros gols que fez. Ainda assim, o jogador também teve passagens apagadas na Itália. Com a camisa da Fiorentina, marcou apenas 6 gols em uma curta estadia no primeiro semestre de 2002. Já na Roma em 2010, foi ainda pior com apenas um gol feito num amistoso de pré-temporada da equipe.



Ronaldo: Após uma má Copa do Mundo pela seleção brasileira e perfomances ruins em 2006 com a camisa do Real Madrid, o Fenômeno chegou desacreditado no Milan no começo de 2007 e sua passagem no clube rossonero não foi tão melhor assim. Em um ano, marcou apenas 10 gols e teve sua estadia por Milão interrompida devido a uma nova lesão no joelho em 2008.


Ricardo Oliveira: Artilheiro por onde passou, Ricardo Oliveira não conseguiu repetir o mesmo desempenho no Milan marcando apenas 3 gols em todo Calcio 2006/2007. O jogador alega que grande parte de suas más atuações foi consequência de um sequestro sofrido por sua irmã na época. Fato que o abalou psicológicamente.

Amoroso: O craque Amoroso chegou ao Milan na reta final do Campeonato Italiano 2005/2006 como atual campeão mundial interclubes com o São Paulo, no entanto, o goleador não conseguiu dar continuidade a ótima fase vivida no tricolor. Encostado na equipe, Amoroso participou de 4 jogos, marcando apenas um gol.




Luis Fabiano: Apesar de ser ídolo no Sevilla da Espanha, o camisa 9 da seleção brasileira na última Copa teve duas passagens negativas na Europa. A primeira foi logo em seu começo de carreira quando esteve atuando pelo Rennes da França e saiu de lá sem balançar as redes. A segunda foi em 2004, já com a camisa do Porto. Em Portugal, o atacante marcou apenas 3 gols em um ano.

Diego: O ex-meia santista chegou a Juventus como grande reforço para a temporada 2009/2010. No começo tudo ia bem, até que com o passar do tempo, seu desempenho afundou junto com o time. Vendido no ano seguinte para o Wolfsburg da Alemanha, Diego continua em má fase e se encontra encostado na equipe alemã, podendo sair de lá a qualquer momento.

Carlos Alberto: O meia chegou ao Werder Bremen para a temporada 2007/2008 como a contratação mais cara da história do clube. Péssimo erro para ambas as partes. Descontente com seu futebol, o clube alemão empresta Carlos Alberto para times brasileiros desde o início de 2008. Desse modo já rodou por São Paulo, Botafogo, Vasco, Grêmio e Bahia.

Diego Souza: Contratado pelo Benfica em 2005, Diego Souza logo foi emprestado ao Flamengo sem jogar uma partida sequer pelo clube português. No início da temporada 2006/2007, o meia já estava de volta à Lisboa, mas jogou apenas 8 jogos em fase de preparação. Alguns desentendimentos com dirigentes fizeram com que Diego Souza fosse novamente emprestado, dessa vez para o Grêmio. Em 2008, a Traffic comprou seus direitos federativos e o repassou ao Palmeiras, pondo um fim na trajetória fracassada do jogador em Portugal.

Rivaldo: O meia-atacante chegou ao Milan em 2002 com o status de ser um dos melhores jogadores do mundo na época. Porém, seu futebol nunca agradou o então técnico Carlo Ancelotti. Resultado: em um ano e meio de clube, Rivaldo participou apenas de 35 partidas, anotando míseros 7 gols.




Sabendo disso, quem afirma com toda certeza que talentos como Neymar, Paulo Henrique Ganso, Lucas e Leandro Damião, darão certo na Europa?

Felipe Reis

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Há males que vem para bem


Por mais incrível e mórbido que possa parecer, o AVE (acidente vascular encefálico) sofrido pelo técnico Ricardo Gomes no último domingo possivelmente será um aspecto positivo para o restante da campanha vascaína rumo ao título do Campeonato Brasileiro.

Agora ocupando a segunda posição na tabela, o clube cruzmaltino tentará usar o triste episódio como combustível moral na busca de mais um troféu no ano.

Muito se especulou sobre uma provável queda de rendimento por parte dos jogadores do Vasco após o ocorrido com seu treinador, mas o que vimos no jogo de hoje diante do Ceará foi exatamente o que eu suspeitava: um grupo unido e disposto a vencer a todo custo.

Acredito que daqui para frente, testemunharemos uma equipe, antes muito forte, e que agora, vai querer também provar que pode fazer muito mais por Ricardo Gomes, do que apenas rezar.

Enfim, mais importante do que qualquer disputa esportiva, é a torcida pela recuperação de uma pessoa do bem e que tem um futuro brilhante como técnico. O ex-zagueiro da seleção brasileira ainda acrescentará muito ao futebol, especialmente por sua postura diante de todos. Força Ricardo!

Felipe Reis

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Você não lembra, mas aconteceu

Aqui estarão, através de imagens e informações, mais 21 curiosidades sobre futebol que certamente o torcedor já se esqueceu.



1- O goleiro italiano Gianlucca Plagliuca conseguiu a façanha de ser o único jogador da posição a ser expulso em uma partida de Copa em toda história. O fato aconteceu no Mundial de 1994 em um jogo diante da Noruega, no qual sua seleção saiu vencedora por 1 a 0.



2- O agora técnico Alexandre Gallo, tem um infeliz dado negativo em seu retrospecto como atleta. Quando jogava e ainda era conhecido apenas pelo sobrenome, o então volante foi vice-campeão brasileiro por 3 times diferentes em um período de 5 anos. Em 1995 pelo Santos, em 1996 defendendo a Portuguesa e em 1999 vestindo a camisa do Atlético-MG.



3- Com 18 gols anotados, Alfredo Di Stéfano é o maior artilheiro da história do confronto entre Barcelona e Real Madrid. Atrás dele aparecem Raúl, com 15 gols, César Rodriguez com 14, Gento, Puskas e Lionel Messi com 13. Fechando a lista dos principais goleadores do clássico, surge Santillana, com 12 tentos assinalados.



4- Das últimas 19 edições de Premiere League, o Manchester United sagrou-se campeão por 12 vezes. Quase o dobro das 7 conquistas que os Red Devils haviam conseguido durante os 100 anos anteriores de campeonato Inglês.



5- Rivais quando jogavam por seus clubes no Brasil, Paulo Roberto Falcão e Toninho Cerezo formariam uma das melhores duplas de volantes da história da Roma. Juntos por duas temporadas (1983/1984 e 1984/1985), os craques ajudaram o time da capital a faturar a Copa da Itália de 1984.



6- Zico é o principal artilheiro da história do Maracanã com 333 gols marcados. Em relação ao Mineirão, quem reina absoluto a lista de goleadores de todos os tempos do estádio é Reinaldo com 152 tentos assinalados. Já sobre o Morumbi, Sérginho Chulapa é quem aparece no topo dos matadores de suas metas com 117 gols feitos.



7- Curiosamente, o maior estádio de futebol do mundo fica em um país onde o esporte não é tão praticado. É o Rungrado May Day, situado na Coréia do Norte e com capacidade para 150 mil pessoas.



8- Até hoje, o francês Michel Platini foi o único eleito como melhor jogador (em 1984 e 1985 defendendo a Juventus) e também melhor técnico (em 1991 comandando a seleção francesa) pela revista do Reino Unido World Soccer. Desde 1982 o prêmio é dado aos atletas de maior destaque na temporada. Já para os treinadores, a premiação acontece desde 1984.



9- O ucraniano Andriy Shevchenko é o segundo maior artilheiro da história do Milan com 175 gols. O atacante só fica atrás do sueco Gunnar Nordahl, ídolo do clube na década de 50 que estufou por 221 vezes as redes dos adversários.



10- Através de uma pesquisa feita pela empresa alemã Sport+Markt há pouco mais de um ano, foi divulgado que o Barcelona possui a maior torcida da Europa. O clube catalão conta com 57,8 milhões de fãs no Velho Continente. Já o arquirrival Real Madrid, aparece em segundo lugar com 31,3 milhões de torcedores.



Felipe Reis

domingo, 28 de agosto de 2011

O efeito Anderson


As fantásticas performances de Anderson Silva dentro de um octógono estão se tornando cada vez mais populares e o resultado disso é um fenômeno, que há pelo menos dez anos, não notávamos dentro do Brasil: idolatrar um atleta que não seja jogador de futebol.

Digo isso, porque é bem provável que o Spider, como é conhecido no mundo das artes marciais mistas, seja o protagonista de uma onda patriótica que já fez de Oscar Schmidt, da dupla Paula e Hortência, da seleção de ouro do Vôlei, de Ayrton Senna e mais recentemente de Gustavo Kuerten, heróis intocáveis na opinião popular.

No auge desses esportistas, seria praticamente um crime ter a ousadia de insinuar que um concorrente estrangeiro era superior dentro da modalidade. É bem verdade que em determinadas épocas, alguns deles não tinham rivais à altura, mas nem por isso eram soberanos. Ganhavam e perdiam, como outros grandes ídolos individuais ou coletivos.

Em se tratar de soberania, hoje, Anderson Silva pode falar disso melhor do que ninguém. Não é qualquer um que defende por nove vezes o título do UFC e se sai bem em todas as oportunidades de forma incontestável. No entanto, o nosso Aranha é um lutador que já teve derrotas em sua carreira e não é invencível, como todo brasileiro, principalmente aqueles que viraram experts repentinamente sobre lutas, pensam.

Alheio a essa discussão, Anderson tem tudo para se tornar o novo ídolo dessa moçada que adora twittar e postar em redes sociais sobre um eventual espetáculo seu sem sequer saber quem era o oponente da vez. Um dia isso aconteceu com outros, e no fundo, é até emocionante que aconteça novamente.

Um síntoma de tal fenômeno é que esses mesmos fãs emergentes, já afirmam, com uma margem baixíssima de conhecimento, que o Spider é o melhor de todos os tempos. Isso não sabemos e talvez até seja, mas todo cuidado é pouco em relação ao assunto, porque outros grandes personagens fazem parte do passado e presente do MMA. O difícil é fazer o povo segurar essa euforia 24 horas após mais um show dado por ele.

Felipe Reis