quinta-feira, 4 de julho de 2019

CORTOU PARA A ESQUERDA E DISSE ADEUS

Certamente Arjen Robben foi um dos maiores da década

Em sua carreira, Arjen Robben driblou inúmeras contusões, uma doença séria, vários grandes zagueiros e, por fim, seus fãs, que se surpreenderam com a despedida definitiva dos gramados desse que foi um dos melhores jogadores de sua geração. 

Robben foi um excepcional driblador, de muita rápidez e que em seu auge, era mortal no arremate com a perna esquerda. 

Na opinião do blogueiro que vos escreve, o atacante holandês poderia ter sido ainda maior se não tivesse perdido um gol cara a cara com Iker Casillas na final da Copa do Mundo de 2010 (gol esse que daria o primeiro título mundial a Holanda depois de duas finais perdidas nos anos 70) e tido o azar de ser mais um gigante coadjuvante em um período dominado pela guerra Messi x Cristiano Ronaldo.

Dito isso, Arjen Robben foi um dos meus prediletos entre tantos craques que encantaram nesses últimos anos. Obrigado, monstro!

quinta-feira, 2 de maio de 2019

O CÉREBRO QUE MUDOU O FUTEBOL

Xavi Hernandez: Um mito do futebol espanhol 
Xavi diz adeus aos gramados e com sua ida, o futebol perde um dos maiores representantes da mudança que esse esporte sofreu dentro das quatro linhas nos últimos anos. 

Foi através de seu estilo de jogo de posse de bola com extrema categoria e passes precisos, seja para controlar ou atacar, que Barcelona e Seleção Espanhola construíram uma era dominante por um longo período. 

Só nos resta agradecer a esse gênio do meio-campo e conter a ansiedade na espera pela sua trajetória como treinador. 

Carreira de Xavi Hernandez em números:

Pelo Barcelona: 769 jogos / 85 gols / 182 assistências
Pela Sel. Espanhola: 133 jogos / 12 gols / 28 assistências
Pelo Al Sadd (contando): 84 jogos / 22 gols / 28 assistências 

quarta-feira, 4 de abril de 2018

CR7: uma máquina genial ou um gênio mecânico?

CR7 arma a bicicleta para matar a Juventus na Itália 

Não dá mais para negar, Cristiano Ronaldo é sim o maior e melhor atacante de todos os tempos.

Dotado de inúmeras ferramentas em seu repertório para finalizações, o português vem provando ano a ano que no ofício de fazer gols ninguém foi ou é melhor do que ele.

Na possível discussão, muito se falará de nomes como Gerd Muller, Romário, Ronaldo Fenômeno, Ibrahimovic, Luis Suarez, Van Basten e tantos outros, mas o fato é que nenhum deles chega perto do que vem fazendo o Gajo. 

Se perante alguns dos citados, Cristiano leva desvantagem no talento natural, com certeza compensa na extensa regularidade e nos múltiplos recordes quebrados através de muito trabalho e profissionalismo. 

E se em seu íntimo, você ainda nega algo que é óbvio, aqui vai algumas lideranças em estatísticas que o camisa 7 do Real Madrid e seleção portuguesa ostenta:  

- Maior artilheiro da história do Real Madrid
- Maior artilheiro da história da Uefa Champions League
- Maior artilheiro da história do Mundial de Clubes FIFA
- Maior artilheiro da história da seleção portuguesa
- Maior artilheiro da história das Eurocopas
- Maior artilheiro da histórias das Eliminatórias Europeias 

Felipe Reis

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Um "obrigado" com gosto de cobrança

Ronaldinho Gaúcho ganhou tudo o que podia na carreira
Sabe aquela sensação de ser gigante, mas que poderia ter sido ainda maior? É o que Ronaldinho Gaúcho deixou no pensamento de todos nós.

Nem mesmo os dois prêmios de melhor do mundo (2004 e 2005) e todos os títulos possíveis no currículo, seja por clube ou seleção, impedem os torcedores de refletirem sobre que patamar (que já é altíssimo) R10 poderia ter alcançado se tivesse levado sua carreira com mais comprometimento.

Referência e ídolo para os mais novos, Ronaldinho foi como uma espécie de resgate do futebol arte aos mais velhos. Em certo período, era ele o diferente, era ele o genial dentro das quatro linhas. É bem verdade que pela seleção brasileira, o craque nunca demonstrou a mesma qualidade que desempenhava nos clubes durante seu auge, ainda assim conseguiu ter papel importante nas conquistas da Copa do Mundo de 2002 e da Copa das Confederações de 2005, sem contar o gol antológico marcado contra a Venezuela na Copa América de 1999, quando era apenas um garoto.

Então como cobrar algo a mais de um jogador que fez tanto? É simples, por sabermos do que era capaz de realizar no ápice, ver sua queda de produção notória após a Copa do Mundo de 2006, nos deu um sentimento de vazio e até raiva. Isso mesmo, raiva! Raiva por não compreender como aquele "mago", inteligentíssimo com a bola em seu domínio, não entendia o que seu talento representava na época e por simplesmente ter "largado de mão", sem mais nem menos, uma trajetória tão gloriosa.

Apesar disso, com sua aposentadoria, R10 deixa um legado de grandes fãs dentro do futebol. Jogadores como Messi e Neymar, que hoje são os ícones do que esse esporte tem de melhor e que na opinião do blogueiro que vos escreve já superaram o agora ex-atleta, exaltam com extremo louvor a habilidade do astro com a bola nos pés. E se até dois extraordinários como esses agradecem o "Bruxo" por ter existido, como nós, simples mortais e meros torcedores, não agradeceríamos? Obrigado, Ronaldinho!

Felipe Reis

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Messi é humano e a Argentina agradece por isso

Com Messi, a Argentina chegou a três finais consecutivas

Capaz de encantar o mundo com sua habilidade fora do comum, Lionel Messi foi chamado de extraterrestre inúmeras vezes pelos quatro cantos do planeta. Menos na Argentina.

O cidadão hermano não queria só dribles mágicos, jogadas espetaculares e lindos gols. Queria mais. Queria um jogador que demonstrasse sentimentos com a camisa albiceleste.

Retraído, Messi nunca pareceu sentir o orgulho necessário quando representava sua pátria. Os argentinos não acreditavam nessa insensibilidade do maior craque do futebol mundial. Só genialidade não lhe garantia adoração. Não ao povo que enxerga em Maradona, o seu maior expoente de gratidão à nação.

Jornais argentinos imploram pela continuidade de Messi
E por ironia do destino, foi quando o gênio da camisa 10 falhou e demonstrou ter emoções após mais uma final perdida (a terceira em três anos), é que seus conterrâneos passaram, de vez, a venerá-lo.

A Argentina não quer um extraterrestre capaz de fazer tudo com a bola nos pés. Ela quer um ser humano que vibre e que chore, um ser humano que erra, mas que defende e ama sua terra.

E é por isso que hoje, todos em seu país de origem, pedem para que Messi repense a decisão de se aposentar da seleção. O futebol ainda precisa muito de seu talento.

Felipe Reis

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Bola de Ouro Fifa: hegemonia mantida ou quebrada?

CR7, Ribéry e Ibrahimovic podem destronar Lionel Messi
Nas últimas 4 temporadas, o mundo do futebol se acostumou a ver Lionel Messi levando o prêmio máximo individual do esporte. E não foi para menos, nesse período o argentino conquistou tudo o que podia com o Barcelona, quebrou marcas e proporcionou jogadas e espetáculos que somente Pelé pode dizer que já realizou algo do tipo.

No entanto, com tantas partidas seguidas durante anos, Messi sucumbiu as lesões e seu final de temporada 2012/2013 não foi como todos previram. Os gols continuaram, mas a participação ativa nos jogos foi quebradiça. Até mesmo o banco de reservas e algumas substituições passaram a fazer parte da rotina do maior jogador da atualidade.

E 2013/2014 começou de maneira semelhante, embora o gênio da camisa 10 continue com o mesmo faro mortal de gols. O astro é o artilheiro de sua equipe na Liga Espanhola e também na UEFA Champions League, porém vem atuando menos para evitar o desgaste físico que anda prejudicando seu rendimento.

Com a queda brusca da presença de Lionel Messi nas pelejas do Barcelona, três jogadores podem se imaginar ganhando a Bola de Ouro FIFA em Janeiro de 2014, quebrando assim a hegemonia do hermano: Cristiano Ronaldo, Franck Ribéry e Zlatan Ibrahimovic.

Enquanto o gajo do Real Madrid mantém sua espetacular média de gols ao longo dos anos, o francês desfruta de ótima fase aliada ao sucesso de seu time, o Bayern de Munique, que venceu tudo o que disputou em 2012/2013. Já Ibrahimovic, goza de um momento único em sua carreira, no qual foi artilheiro e campeão de dois campeonatos nacionais diferentes nos últimos dois anos e parece estar ainda melhor na atual temporada.

A verdade é que o trono de Lionel Messi nunca foi tão ameaçado como nos dias de hoje e ainda que seja, sabidamente reconhecido como o número 1 do planeta em uma visão geral, será que ele vem sendo nesses 16 últimos meses?

O que você acha?

Desempenho dos favoritos ao prêmio de melhor jogador do mundo na visão do Blog Dominô Chutô:

Cristiano Ronaldo em 2012/2013 pelo Real Madrid: 55 jogos / 55 gols - 1 título (Supercopa da Espanha) - 1 artilharia (UEFA Champions League) 
Cristiano Ronaldo em 2013/2014 pelo Real Madrid: 12 jogos / 15 gols

Franck Ribéry em 2012/2013 pelo Bayern de Munique: 43 jogos / 11 gols - 4 títulos (Copa da Alemanha, Campeonato Alemão, Supercopa da Alemanha e UEFA Champions League)
Franck Ribéry em 2013/2014 pelo Bayern de Munique: 13 jogos / 8 gols - 1 título (Supercopa da Europa)

Zlatan Ibrahimovic em 2012/2013 pelo Paris Saint-Germain: 45 jogos / 35 gols - 1 título (Campeonato Francês) - 1 artilharia (Campeonato Francês)
Zlatan Ibrahimovic em 2013/2014 pelo Paris Saint-Germain: 13 jogos / 11 gols - 1 título (Supercopa da França)

Lionel Messi em 2012/2013 pelo Barcelona: 50 jogos / 60 gols - 1 título (Campeonato Espanhol) - 1 artilharia (Campeonato Espanhol)
Lionel Messi em 2013/2014 pelo Barcelona: 11 jogos / 12 gols - 1 título (Supercopa da Espanha)

Felipe Reis

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Corinthians: crise indica necessidade de renovação no elenco

Tite continua no cargo apesar da má fase do time
 A goleada de 4 a 0 sofrida pelo Corinthians diante da Portuguesa Desportos acendeu um sinal de alerta que estava apagado desde o começo de 2011 quando o clube passou por um dos maiores vexames de sua história ao ser eliminado na fase preliminar da Taça Libertadores pelo modesto Tolima da Colômbia.

E a situação momentânea é tão séria quanto aquela!

Muito se especula sobre uma fritura do técnico Tite por parte do elenco, uma vez que suas seguidas trocas em determinados jogos, por mais que sejam justas, podem ser mal vistas por alguns atletas. Resumidamente falando e indo direto ao ponto, Alexandre Pato vem ganhando muito e rendendo pouco. Será que seus companheiros aceitam a possibilidade de perder a posição para a contratação mais cara da instituição na temporada?

Alheio aos achismos, o fato concreto é que o time está mais velho e além disso, perdeu nomes essenciais para o andamento do futebol envolvente que conquistou o mundo há 10 meses atrás. Alguns atributos como a liderença de Chicão, a versatilidade de Jorge Henrique e, principalmente, a constância de muita qualidade de Paulinho foram trocados pela inércia de Ibson, a incapacidade de Romarinho, a má fase de Danilo e Guerrero, as seguidas contusões de Renato Augusto e a falta de gols de Pato.

O grupo é outro e, com isso, o estilo de jogo, antes rápido e eficiente, agora é lento e sem criatividade. Os seguidos maus resultados e a escassez de bola na rede comprovam tal avaliação.

É evidente que Tite não precisa ser demitido, mas o plantel necessita ser renovado. Se esse ano não dá mais para estancar as feridas, para 2014 é preciso observar a continuidade de alguns. Até mesmo daqueles considerados intocáveis.

Últimos 8 jogos do Corinthians: 5 derrotas / 3 empates - 10 gols contra / 1 a favor

Felipe Reis