quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A velha história de sempre


A nova lesão de Deco, diagnosticada nesta quarta-feira e que o deixará fora das atividades por 30 dias, coloca em evidência uma grande dúvida quanto ao retorno de astros ao futebol brasileiro.

Essa é a sétima vez que o jogador do Fluminense ficará inapto para atuar desde que chegou ao tricolor e apesar da adoração que os torcedores tem pelo meia, a paciência deles vem se esgotando.

Com salários astronômicos e carregando grandes expectativas de trazer boa publicidade aos clubes contratantes, atletas como Ronaldo, Adriano, Luis Fabiano e o próprio Deco, chegam como verdadeiras celebridades e possíveis salvadores da pátria.

O fato é que não é bem isso que acontece. Todos esses nomes citados acima passaram (no caso do Ronaldo) ou tem passado a maior parte do tempo em salas de fisioterapia e pouco são aproveitados dentro de campo.

Basta tomar como exemplo as situações de Adriano e Luis Fabiano. Os craques foram contratados em março por Corinthians e São Paulo respectivamente e quase cinco meses depois, ainda não estrearam em seus times por voltarem contundidos ao país e se submeterem a intervenções cirúrgicas durante esse período.

Enfim, acreditando muito na existência do famoso "migué", seria leviano ou muito polêmico achar que isso pode ser um certo descaso desses jogadores já consagrados no Velho Continente? Provavelmente sim, uma vez que eles sabem que dificilmente suas imagens serão arranhadas enquanto forem "vítimas" da rotina de um atleta de alto nível.

Não é à toa que em uma recente entrevista, o meia Anderson do Manchester United afirmou que poderia voltar ao Grêmio em seu fim de carreira com o intuito de "enganar" um pouco. O pior é ouvir tal deboche e ter o conhecimento de que essa alegação passará despercebida após um ou dois bons jogos.

Certo mesmo fizeram Belleti e Juninho Pernambucano. O primeiro não enrolou e quando viu que realmente não renderia mais, abandonou o esporte que amava. Já o segundo, voltou ao país com a condição de ganhar somente o proporcional à sua produção. Grande atitude!

Felipe Reis

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Que bom seria...


Em jogo festivo realizado no México, Romário e Messi formaram uma dupla de ataque que poderia ter sido uma das melhores (ou a melhor) do futebol em todos os tempos.

Eu disse "poderia", porque apesar de ambos jogarem no Barcelona, infelizmente o destino tratou de colocá-los com a camisa azul-grená em épocas distintas. Óbviamente, por fazerem parte de gerações diferentes.

No entanto, isso não impediu de vermos os baixinhos atuando juntos pelo menos uma vez e ficar com aquela sensação de que poderíamos ter sido muito mais felizes.

Abaixo, o vídeo do jogo:

Amigos de Messi 5 x 4 Estrelas do Mundo.

Gols Amigos de Messi: Diego Lugano, Romário, Palermo, Messi e Palermo.
Gols Estrelas do Mundo: Gimenez, Osvaldo (2) e Fuertes.



Felipe Reis

sexta-feira, 29 de julho de 2011

De mágico à ilusionista


A atuação de Ronaldinho Gaúcho diante do Santos na Vila Belmiro, foi digna de seus bons tempos e não é à toa que está entre os 5 melhores jogadores que pude testemunhar.

Porém, ao contrário do que andam dizendo, não coloco essa performance no nível similar ao que realizava em seu auge, quando era o protagonista absoluto do Barcelona.

Pode soar como loucura ou simplesmente ser uma exigência da minha parte afirmar isso após vê-lo fazer 3 gols no mesmo palco em que Pelé reinou por anos, todavia, é nítido que sua forma é outra. Hoje, Ronaldinho é visívelmente mais lento e encontra dificuldades para expor a enorme habilidade que exibia em épocas anteriores.

Já se passaram quatro temporadas desperdiçadas e durante esse período, R10 alterna péssimos momentos com alguns nem tão ruins, pois ainda o resquício de genialidade que sobrou, remete a todos uma ilusão sobre um possível retorno de seu antigo futebol.

Pois é, aquele jogador que antes encantava multidões com magias dentro de campo rotineiramente, hoje apenas ilude a sua platéia quando hora ou outra, protagoniza um espetáculo como o da última quarta-feira.

Ingênuos, mais uma vez torcida e imprensa passam a se questionar sobre uma provável volta por cima daquele astro, que um dia foi mágico e agora não passa de um ilusionista.

Felipe Reis

terça-feira, 26 de julho de 2011

Na memória e no coração (Parte 3)

Por fim, nessa última parte, estará um jogo inesquecível de cada um dos grandes clubes mineiros e gaúchos.

Na visão de um mineiro atleticano:

Final do Campeonato Mineiro 2007 - Atlético-MG 4 x 0 Cruzeiro

Atlético-MG: Diego, Coelho, Marcos, Lima e Ricardinho; Rafael Miranda (Germano), Bilu, Marcinho e Danilinho; Éder Luis (Tchô) e Galvão (Vanderlei). Técnico: Levir Culpi.

Cruzeiro: Fábio, Gabriel, Luizão, Gladstone e Jonathan; Léo Silva, Ricardinho, Geovanni (Maicosuel) e Fellype Gabriel (Bruno); Araújo e Nenê (Guilherme). Técnico: Paulo Autuori.



Na visão de um cruzeirense:

Final da Copa do Brasil 2000 - Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

Cruzeiro: André, Rogério (Fábio Junior), Cris, Cléber, Sorin (Viveiros), Donizete, Marcos Paulo, Ricardinho, Jackson (Muller), Geovanni e Oséas. Técnico: Marco Aurélio.

São Paulo: Rogério Ceni, Belletti, Edmilson, Rogério Pinheiro, Fábio Aurélio, Alexandre (Axel), Marcelinho Paraíba, Raí, Maldonado, França (Carlos Miguel), Edu (Fabiano). Técnico: Levir Culpi.



Na visão de um gremista:

Última rodada do Quadragular final do Campeonato Brasileiro da Série B - Náutico 0 x 1 Grêmio

Náutico: Rodolpho, Bruno Carvalho (Miltinho), Tuca, Batata e Ademar; Tozo (Betinho), Cleisson, David (Romulado) e Danilo; Paulo Matos e Kuki.Técnico: Roberto Cavalo.

Grêmio: Gallato, Patrício, Pereira, Domingos e Escalona; Nunes, Sandro, Marcelo e Marcel (Ânderson); Lipatin (Marcelo Oliveira) e Ricardinho (Lucas). Técnico: Mano Menezes.



Na visão de um colorado gaúcho:

Final da Taça Libertadores da América 2006 - São Paulo 1 x 2 Internacional/RS

São Paulo: Rogério Ceni; Edcarlos (Aloisio), Fabão e Lugano; Souza, Mineiro, Josué, Danilo (Lenilson) e Júnior; Leandro (Richarlyson) e Ricardo Oliveira Técnico: Muricy Ramalho.

Internacional/RS: Clemer; Ceará (Wellington Monteiro), Fabiano Eller, Bolivar e Jorge Wagner; Fabinho, Edinho, Alex (Índio) e Tinga; Fernandão e Rafael Sobis (Michel). Técnico: Abel Braga.



Após rever grandes jogos dos maiores times do Brasil, ficam as lembranças do passado e o desejo de partidas como essas no futuro.

Felipe Reis

Milionários podem tudo


Para quem não acredita que a "virada de mesa" ainda esteja presente dentro do esporte mais popular do mundo, a Associação de Futebol da Argentina fez questão de provar o contrário.

A decisão de fundir a série B com a primeira divisão a partir da temporada 2012/2013 foi uma maneira descarada de beneficiar o River Plate, recém rebaixado da elite do futebol argentino a pouco mais de um mês.

Somente uma improvável queda dos Milionários para a Série C frustraria o plano maquiavélico da AFA de realizar mais uma manobra política em pról dos clubes grandes do país hermano.

Enquanto os dirigentes argentinos tomarem esse tipo de conduta, é bem capaz que sua seleção continue amargando resultados pifios em competições internacionais. Cada ação provoca uma reação e com certeza um fato é consequente do outro.

Felipe Reis

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Na memória e no coração (Parte 2)

Como havia prometido, darei continuidade ao artigo sobre jogos memoráveis. Agora colocarei partidas dos quatro principais clubes do Rio e que seus respectivos torcedores jamais irão se esquecer.

Na visão de um botafoguense:

Final do Campeonato Carioca 1989 - Botafogo 1 x 0 Flamengo

Botafogo: Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Marquinhos, Carlos Alberto Santos, Luisinho e Vítor; Maurício, Paulinho Criciúma e Gustavo (Mazolinha). Técnico: Valdir Espinosa.

Flamengo: Zé Carlos, Jorginho, Aldair, Zé Carlos II e Leonardo; Aílton, Renato e Zico (Marquinhos); Alcindo (Sérgio Araújo), Bebeto e Zinho. Técnico: Telê Santana.



Na visão de um flamenguista:

Final do Campeonato Carioca 2001 - Flamengo 3 x 1 Vasco

Flamengo: Júlio César, Alessandro(Maurinho), Fernando, Juan, Cássio, Leandro Ávila, Rocha, Beto(Jorginho), Petkovic, Reinaldo(Roma) e Edílson. Técnico: Zagallo.

Vasco: Helton, Clebson, Geder (Odvan), Torres e Jorginho Paulista; Fabiano Eller, Paulo Miranda, Pedrinho (Jorginho) e Juninho Paulista; Euller e Viola (Dedé). Técnico: Joel Santana.



Na visão de um torcedor do Fluminense:

Final do Campeonato Carioca 1995 - Fluminense 3 x 2 Flamengo

Fluminense: Wellerson; Ronald, Lima, Sorlei e Lira; Marcio Costa, Ailton, Djair e Rogerinho (Ezio); Renato Gaúcho e Leonardo (Cadu). Técnico: Joel Santana.

Flamengo: Roger; Marcos Adriano (Rodrigo), Gelson, Jorge Luis, Branco; Charles Guerreiro, Fabinho, Marquinhos, William (Mazinho); Romário e Sávio. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.



Na visão de um vascaíno:

Final da Copa Mercosul 2000 - Palmeiras 3 x 4 Vasco

Palmeiras: Sérgio, Arce, Gilmar, Galeano e Tiago Silva; Fernando, Magrão, Taddei e Flávio; Juninho e Tuta (Basílio). Técnico: Marco Aurélio.

Vasco: Helton, Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Jorginho (Paulo Miranda); Nasa (Viola), Juninho Pernambucano e Juninho Paulista; Euller (Mauro Galvão) e Romário. Técnico: Joel Santana.



Na terceira e última parte, virão partidas dos clubes gaúchos e mineiros. Aguardem!

Felipe Reis

domingo, 24 de julho de 2011

Deu a lógica!


A cada dia que passa, o futebol disputado por seleções se torna mais competitivo e com menos espaços para destaques individuais saírem consagrados por decidirem "sozinho" um título expressivo. A prova disso foi a conquista da Copa América pela forte e preparada seleção uruguaia.

É evidente que a dupla Suarez e Forlán fizeram a diferença. No entanto, ficou nítido que para se formar um seleto nacional, não basta simplesmente escalar os melhores jogadores e esperar que algum deles seja o salvador da pátria.

Hoje, cabe ao treinador no comando, saber utilizar as peças que tem em cada posição. Isso pode levar tempo e muitas vezes surgem tropeços em obstáculos que aparecem pelo caminho.

Respeitando essa regra, o futebol uruguaio teve paciência e mesmo com insucessos em torneios passados, confiou em sua geração e manteve essa base que hoje integra a quarta melhor seleção do planeta e a número 1 da América do Sul.

Enfim, após 16 anos sem conquistas, a Celeste Olímpica atualmente, pode se orgulhar de ter atletas tão importantes quanto Enzo Francescoli, Ruben Sosa, Hugo De león e Rodolfo Rodriguez foram em outra época.

Parabéns, Uruguai! O Fator Conjunto prevaleceu.

Felipe Reis